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A guerra de Israel no Irã está entrando em uma segunda fase, na qual seus caças atacarão locais de mísseis balísticos enterrados em profundidade, disseram duas fontes familiarizadas com a campanha militar israelense.

O ataque aéreo conjunto com os EUA no Irã está se aproximando do fim de sua primeira semana, após os primeiros disparos terem matado os líderes do país e desencadeado uma guerra regional com ataques iranianos em Israel, no Golfo Pérsico e no Iraque, além de ofensivas israelenses no Líbano.

As forças armadas israelenses afirmam ter atingido centenas de lançadores de mísseis iranianos acima do solo, que poderiam atingir cidades de Israel. A segunda fase incluirá como alvos bunkers para armazenamento de mísseis balísticos e equipamentos, disseram as fontes, que falaram sob condição de anonimato devido à delicadeza do assunto.

Uma delas afirmou que o objetivo é neutralizar a capacidade do Irã de lançar ataques aéreos contra Israel até o final da guerra, que também tinha como foco eliminar a liderança da República Islâmica.

Um porta-voz militar não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre os planos de ataque. Os militares já haviam afirmado que, juntamente com as forças armadas dos EUA, assumiram o controle de grande parte do espaço aéreo iraniano nos primeiros dias dos ataques.

Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (5), os militares disseram que, durante a noite, a Força Aérea atacou “uma infraestrutura subterrânea usada pelo regime iraniano para armazenar mísseis balísticos e depósitos de mísseis destinados a serem usados ​​contra aeronaves”.

EUA e Israel não haviam anunciado anteriormente ataques a instalações subterrâneas de mísseis.

As estimativas do arsenal de mísseis do Irã variam bastante, de aproximadamente 2.500 antes da guerra, segundo as forças armadas israelenses, a cerca de 6.000, de acordo com outros analistas. A extensão do que resta pode ser crucial para o desenrolar da guerra. Teerã continuou realizando ataques com mísseis contra Israel e em toda a região.

Douglas Barrie, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, com sede no Reino Unido, afirmou na quarta-feira (4) que o Irã ainda possui alguns mísseis de cruzeiro de ataque terrestre, armas guiadas com precisão que voam baixo para evitar a detecção por radar.

Sistema deve ser “cada vez mais degradado”

Os caças da Força Aérea de Israel têm realizado missões quase constantes desde sábado (28), intensificando o ritmo depois que militantes do Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã, dispararam foguetes contra o território israelense. Isso provocou fortes ataques aéreos israelenses até Beirute, no norte do país.

Em alguns casos, os mesmos aviões de guerra israelenses atacaram tanto o Irã quanto o Líbano em uma única operação: bombardeando alvos em Teerã ou no oeste do Irã na ida e atingindo posições do Hezbollah na volta, segundo uma das fontes familiarizadas com os planos e uma fonte de segurança israelense.

Autoridades israelenses e norte-americanas afirmam que os lançamentos de mísseis balísticos e drones do Irã diminuíram desde sábado — uma redução que eles atribuem em parte aos ataques de EUA e Israel contra locais de lançamento iranianos e infraestrutura militar relacionada.

Os militares israelenses afirmaram que a diminuição também pode refletir um esforço de Teerã para preservar seus estoques de mísseis, enquanto se prepara para uma guerra de desgaste prolongada.

Eran Lerman, ex-vice-conselheiro de segurança nacional de Israel, disse que a esperança, após a primeira semana de ataques, era de que o sistema governante do Irã “começasse a se desintegrar mais cedo e mais rapidamente”.

“Mas isso ainda não aconteceu e, enquanto não acontecer, o sistema precisa ser cada vez mais degradado”, disse.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.


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Fonte : CNN

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