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A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, vive um cenário de caos depois de ter entrado em estado de calamidade pública após uma sequência de chuvas intensas, nesta terça-feira (24).

Désia Souza, repórter da Rádio Itatiaia na cidade mineira, relatou durante a edição do CNN Novo Dia a situação no município após os fortes temporais que terminou com o transbordamento do Rio Paraibuna, que saiu da calha e alagou vias primordiais para o trânsito, como a Avenida Brasil e o acesso à Ponte Vermelha.

A jornalista contou que, dos 45 anos que vive no município, nunca viu uma chuva dessa magnitude. Désia relata que durante a cobertura das tragédias foi obrigada a se locomover de moto através de transporte por aplicativo, porque a cidade está intransitável.

Ela conta que, durante a madrugada, viu muitas pessoas que não conseguiam entrar em casa por conta dos alagamentos e outras que ficaram vigiando a própria residência, mesmo com risco iminente de desabamento.

Veja imagens dos estragos em Juiz de Fora

A repórter também relata que as ruas de Juiz de Fora estão tomadas por barro, terra, lama e pedras e diz que a situação na região é de caos e vigilância.

Durante a cobertura, ela diz ter visto o primeiro andar de um prédio tomado pelo barro e que os moradores tiveram que fugir pulando de um prédio ao outro. Além disso, uma pessoa pode estar nos escombros, segundo a jornalista.

Mais de 400 pessoas estão desabrigadas em Juiz de Fora (MG)

Fortes temporais atingiram Juiz de Fora (MG)

A cidade decretou estado de calamidade pública após uma série de chuvas intensas que causaram deslizamentos de terra, enchentes e o transbordamento do Rio Paraibuna. O decreto, publicado na madrugada desta terça-feira (24), estabelece a situação excepcional por um período de 180 dias.

De acordo com a prefeitura, o volume acumulado de chuva atingiu 584 milímetros até a meia-noite, tornando fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso já registrado na história do município, com índice quase quatro vezes superior à média histórica para o período.

Segundo o porta-voz do CBMMG (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais), tenente Henrique Barcellos, o transbordamento do Rio Paraibuna gerou mais de 40 atendimentos emergenciais em poucas horas, envolvendo alagamentos, soterramentos, interdições de vias, moradores isolados e riscos estruturais em encostas e áreas próximas ao leito do rio.

Veja como fica a previsão do tempo para a cidade

Mais de 20 militares, além de equipes especializadas do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres, foram mobilizados para reforçar as operações, contando com equipamentos de salvamento e cães farejadores.

A prefeita Margarida Salomão (PT-MG) informou, nas redes sociais de Juiz de Fora, que houve ao menos 20 soterramentos e 14 mortes.

Mais de 400 desabrigados

A Defesa Civil do Estado de Minas Gerais informou que pelo menos 440 pessoas estão desabrigadas em diversos bairros de Juiz de Fora.

Leia também: Chuva deixa rastro de destruição em Juiz de Fora (MG); veja imagens

Em nota divulgada nas redes sociais, a prefeitura afirmou que continua acolhendo moradores que precisaram deixar suas casas em abrigos temporários. Somente na segunda-feira (23), foram registradas 251 ocorrências envolvendo pessoas desalojadas.

As equipes seguem atuando no apoio às famílias atingidas e nas buscas por desaparecidos em decorrência das chuvas que causaram alagamentos e enxurradas por toda a cidade.

*Sob supervisão de Tonny Aranha

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Fonte : CNN

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