Diversas manifestações ocorreram em universidades da capital iraniana, Teerã, pelo segundo dia consecutivo.
A mídia estatal iraniana noticiou manifestações em apoio ao governo e contra os Estados Unidos, após protestos contra o regime no sábado (22).
Hossein Goldansaz, professor da Universidade de Teerã, disse à agência de notícias oficial Mehr que a universidade foi afetada pelo período de luto pelas vítimas das manifestações de janeiro.
“Um dos principais pontos dos estudantes é que estamos de luto pelas pessoas que perderam a vida nesses eventos, aqueles que eram nossos amigos”, disse ele.
“Permitiremos que realizem suas manifestações na universidade e, se alguém nos pedir permissão, concederemos, desde que respeitem os limites estabelecidos”, afirmou Goldansaz.
“Os estudantes devem ter muito cuidado para não incitar a violência e eu disse a eles que, se isso acontecer, não os apoiarei de forma alguma”, acrescentou.
Estudantes realizaram protestos em diversas universidades iranianas no início de novo semestre, neste sábado, alguns entrando em confronto com grupos pró-governo, informou a Reuters.
Os protestos coincidiram com as cerimônias tradicionalmente realizadas após 40 dias para homenagear as vítimas das forças de segurança mortas durante as manifestações contra o governo do mês passado.
Um vídeo que circula nas redes sociais supostamente mostra grupos de manifestantes na Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, criticando o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, como um “líder assassino” e pedindo que Reza Pahlavi, filho exilado do xá deposto do Irã, assuma o trono.
Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que 32 mil pessoas foram mortas durante os protestos do mês passado, um número de mortos muito maior do que o divulgado anteriormente.
Os Estados Unidos têm reforçado sua presença no Oriente Médio nas últimas semanas, aumentando a pressão sobre o Irã enquanto Trump avalia um possível ataque ao país.
O grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford está atualmente a caminho da região para se juntar a outro grupo de ataque de porta-aviões, com dezenas de aeronaves de combate também deslocadas para a região.
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Fonte : CNN