O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (19) que houve boas negociações com o Irã, mas alertou que o país do Oriente Médio precisa fechar um acordo ou que “coisas ruins vão acontecer”.
“Boas negociações estão acontecendo. Ao longo dos anos, provou-se que não é fácil chegar a um acordo significativo com o Irã. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão”, disse Trump na primeira reunião de seu Conselho de Paz em Washington.
Na terça-feira (17), foram realizadas discussões indiretas em Genebra entre EUA e Irã. A reunião contou com participação de Steve Witkoff, enviado especial americano, Jared Kushner, genro de Trump, e do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.
Em outro momento da sua fala, Trump reforçou a ameaça contra os iranianos.
“Agora é a hora de o Irã se juntar a nós em um caminho que completará o que estamos fazendo. Se eles se juntarem, será bom; se não, ótimo também. Mas será um caminho muito diferente”, comentou.
“Eles não podem continuar ameaçando a estabilidade da região e precisam fazer um acordo, ou, se isso não acontecer (…) coisas ruins acontecerão”, adicionou.
*com informações da Reuters
Entenda a tensão entre Irã e Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que “seja justo com todas as partes”.
O líder americano disse que enviou uma “grande frota” para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.
Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer “em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado”.
Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.
A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.
Trump alertou repetidamente que “atacaria com força total” se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava “pronto e armado”.
Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o “início de uma guerra”.
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Fonte : CNN