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As oitavas de final da Champions League representaram um duro golpe para a Premier League. Apenas Arsenal e Liverpool avançaram entre os seis clubes ingleses que chegaram à fase eliminatória.

Pela primeira vez, seis equipes da Inglaterra disputaram as oitavas, com cinco delas entre as oito melhores da fase de liga. Ainda assim, o domínio inglês durou pouco. Manchester City, Chelsea, Newcastle United e Tottenham foram eliminados na mesma fase — algo inédito para clubes de um mesmo país.

Ao todo, essas quatro equipes sofreram 28 gols, evidenciando fragilidades ao longo dos confrontos de ida e volta.

O desempenho contrasta com anos recentes: entre 2018 e 2023, clubes ingleses chegaram à final em cinco de seis edições, com múltiplos semifinalistas e três títulos conquistados.

Calendário pesado e desgaste físico

A intensidade da Premier League é apontada como um dos principais fatores. O calendário apertado, com poucos períodos de descanso, dificulta a rotação do elenco e aumenta o desgaste físico dos jogadores.

“Eles jogaram mais de 100 partidas em 18 meses, sem pausa por conta dos jogos internacionais”, afirmou o técnico Liam Rosenior, do Chelsea. “Se eu não controlar os minutos, o risco de lesão aumenta muito.”

Em contraste, clubes de outras ligas europeias conseguem priorizar mais a Champions. O Real Madrid, por exemplo, utilizou 32 jogadores em LaLiga nesta temporada, administrando melhor o desgaste.

O cansaço ficou evidente em confrontos decisivos. O Newcastle, por exemplo, caiu de rendimento no segundo jogo contra o Barcelona e sofreu goleada, sendo eliminado com ampla desvantagem no agregado.

Estilo de jogo em xeque

Outro ponto levantado é o estilo da Premier League, marcado por intensidade e velocidade, que nem sempre se adapta ao ritmo mais estratégico das fases decisivas da Champions.

“Na Champions, os times são mais letais nos contra-ataques. Se você perde a bola, é punido”, afirmou Andros Townsend, ex-jogador do Crystal Palace.

Agora, com apenas Arsenal e Liverpool vivos, o desempenho inglês na Europa depende da capacidade das equipes restantes de equilibrar intensidade com controle para avançar na competição.


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Fonte : CNN

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