© Fernando Frazão/Agência Brasil

A chamada inflação do aluguel, medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), apresentou uma variação negativa acumulada de 0,11% nos últimos 12 meses, compreendendo o período de dezembro de 2024 a novembro de 2025. Este resultado representa o primeiro recuo nesse indicador desde maio de 2024, período em que registrou um acumulado de -0,34%. A mudança no cenário inflacionário do aluguel é um ponto de atenção para inquilinos e proprietários, uma vez que o IGP-M é amplamente utilizado para o reajuste anual de contratos de locação, tanto residenciais quanto comerciais.

Panorama do IGP-M e Seus Componentes

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é calculado com base em três componentes principais, cada um com um peso diferente na composição do índice final. Entender esses componentes é crucial para compreender a dinâmica da inflação do aluguel.

Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA)

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) detém o maior peso na composição do IGP-M, correspondendo a 60% do índice total. Este indicador reflete a variação de preços no atacado, ou seja, a inflação percebida pelos produtores.

Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) representa 30% do IGP-M e mede a variação dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias. Este componente reflete o impacto da inflação no custo de vida da população.

Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) é o componente com menor peso, representando 10% do IGP-M. O INCC acompanha a variação dos custos dos insumos utilizados na construção civil.

Análise do Cenário Atual e Impactos

A deflação acumulada de 0,11% no IGP-M é impulsionada, principalmente, pela queda nos preços no atacado, que registraram um recuo de 2,06%. Este comportamento reflete um período de quedas expressivas nos preços de produtos industriais e agropecuários ao longo de 2025.

Apesar da deflação no atacado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou um avanço de 3,95%, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou uma alta de 6,41%. Esses resultados indicam que, embora os preços no atacado tenham diminuído, os custos para o consumidor e os insumos da construção civil continuaram a subir no período analisado.

É importante notar que, especificamente no mês de novembro, o IGP-M marcou 0,27%, revertendo a queda de 0,36% observada em outubro. No entanto, mesmo com essa alta no mês, o acumulado de um ano passou de inflação para deflação, devido à exclusão do dado de novembro de 2024, que havia registrado uma alta de 1,30%.

Conclusão

Embora o IGP-M seja amplamente conhecido como a “inflação do aluguel”, a variação negativa do índice não garante que os aluguéis serão reajustados para baixo. Alguns contratos de locação preveem que o reajuste só ocorra se o índice apresentar variação positiva. A coleta de preços para o cálculo do IGP-M é realizada em diversas capitais do país, incluindo Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento dos dados para o IGP-M de novembro compreendeu o período de 21 de outubro a 20 de novembro.

FAQ

1. O que significa o IGP-M ter ficado negativo?

Significa que, no acumulado dos últimos 12 meses, os preços dos produtos e serviços que compõem o índice, incluindo aqueles relacionados à produção e ao consumo, apresentaram uma variação menor do que no mesmo período do ano anterior. No caso específico do IGP-M, essa variação negativa é influenciada principalmente pela queda nos preços do atacado.

2. A queda do IGP-M significa que meu aluguel vai baixar?

Não necessariamente. A possibilidade de redução no valor do aluguel depende das condições estabelecidas no contrato de locação. Alguns contratos preveem que o reajuste só ocorra em caso de variação positiva do IGP-M, o que impede a redução do valor mesmo com a deflação.

3. Onde o IGP-M é coletado?

A coleta de preços para o cálculo do IGP-M é realizada em sete capitais brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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