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A Índia promoveu uma simulação de combate da Aeronáutica do país para exibir a letalidade de seu arsenal, nesta sexta-feira (27), no deserto de Thar, no estado indiano do Rajastão. O local fica apenas a cerca de 50 km de distância do Paquistão, em um dos pontos mais próximos ao país vizinho, com quem vive em permanente tensão.

Batizada de Vayu Shakti – poder aéreo, em hindi –, a exibição contou com os principais equipamentos da Força Aérea da Índia. Por exemplo, os jatos de combate Rafale, Mirage, Jaguar, MiG-29 e Su-30 MKI. Eles realizaram uma série de manobras, sobrevoos e lançamentos de mísseis.

O jato Tejas, primeiro a ser desenvolvido e fabricado na Índia, estava inicialmente previsto, mas, acabou não compondo a simulação. Isso porque, no início de fevereiro, uma das aeronaves sofreu um incidente ainda não totalmente esclarecido ao pousar.

A Força Aérea indiana e a fabricante Hindustan Aeronautics Limited, ligada ao governo, tratam o caso como sendo de problemas técnicos “menores”.

Em novembro do ano passado, um Tejas explodiu ao se chocar com o solo na Dubai Air Show, resultando na morte do piloto. Fato é que, após o novo caso, todos os cerca de 30 Tejas do governo indiano estão sem voar e passam por revisões.

O exercício também contou com uma série de helicópteros, aviões de transporte, drones, lançamentos de mísseis indianos e israelenses, demonstrações de atuação conjunta com a infantaria e controle territorial.

A Índia busca se estabelecer como uma força regional e alternativa às grandes potências – China, Rússia e Estados Unidos. A ambição do governo do premiê Narendra Modi é se tornar autossuficiente no setor até 2047, quando a Índia completará 100 anos de independência dos britânicos

A ideia da simulação desta semana era justamente demonstrar o quanto a Índia avançou em termos militares e exibir um poder dissuasório convincente perante outras nações. Somente o custo de uma simulação desse nível seria impensável para grande parte dos países.

O exercício ainda ajuda a reforçar o nacionalismo indiano e a atrair mais jovens para as Forças Armadas, indicaram oficiais do país.

O evento contou com a presença da presidente da Índia, Droupadi Murmu, da alta cúpula da Força Aérea do país e de oficiais militares de várias outras nações, como o próprio Brasil.

Antes do evento na base da Aeronáutica no meio do deserto, Murmu chegou a voar no cockpit do helicóptero de combate leve Prachand – desenvolvido e fabricado na Índia, um símbolo da autossuficiência militar que o país tanto ambiciona alcançar até as próximas duas décadas.

Também estiveram presentes representantes da mídia indiana e da mídia estrangeira – entre elas, a CNN Brasil, a convite do governo da Índia.

Ainda nesta semana, o Exército indiano realizou um exercício – Agni Varsha, ou “chuva de fogo” – também no deserto perto da fronteira com o Paquistão, que pôde ser acompanhado pela reportagem ao lado de jornalistas de outros países.

A demonstração contou com equipamentos utilizados na Operação Sindoor – o contra-ataque indiano em maio de 2025 após ataques terroristas na Caxemira, em constante tensão por disputa entre os dois países.

O deserto no estado do Rajastão abriga algumas das principais bases das Forças Armadas da Índia, inclusive devido aos conflitos com o Paquistão. Jodhpur, uma das maiores cidades da região, é amplamente militarizada, com inúmeros quarteis e equipamentos de prontidão para o combate.

*A repórter viajou a convite do governo da Índia.

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Fonte : CNN

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