A Polícia Civil de São Paulo prendeu oito pessoas, neste sábado (10), durante a operação “Red Horse”, voltada para combater o tráfico de drogas de integrantes do Comando Vermelho (CV).
Segundo informações da Polícia, o homem que mutilou as patas de um cavalo vivo foi alvo da operação e foi está entre os presos. Não foi divulgado se Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, estava entre os alvos ou foi preso por porte. A defesa do jovem não foi localizada.
A ação, realizada por meio da delegacia de Bananal (SP), cumpriu 14 mandados de busca e apreensão. Entre os detidos estão, seis homens e uma mulher, sendo sete alvos da operação e um por porte de droga.
Segundo a polícia, em um dos endereços foram apreendidos cerca de 30 pinos de cocaína e aproximadamente 50 vazios. Um rádio transmissor e celulares também foram recolhidos.
Ao todo, 37 policiais civis participaram da operação, com apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Cruzeiro. A Polícia Militar de Bananal também participou das diligências.
Mutilação filmada e divulgada em rede social
Em agosto de 2025, Andrey saiu para uma cavalgada montando em um cavalo, junto com um amigo, que montava outro animal. Os dois percorreram quase 15 quilômetros na zona rural de Bananal, sendo a maior parte de subidas, até que o cavalo montado por Andrey parou numa região conhecida como Serra do Guaraná Quente.
Aparentando cansaço, o animal deitou, segundo relato dos dois à polícia, e pareceu ter dificuldades para respirar. Andrey contou à TV Vanguarda que estava alcoolizado e supôs que o animal tivesse morrido. Antes de mutilar o animal, ele disse ao amigo: “Se você tem coração, melhor não olhar” e, com um facão, decepou as patas do cavalo.
Depois ainda desferiu mais golpes contra animal, enquanto Dalton gravava a cena. Postado nas redes sociais, o vídeo viralizou e gerou grande repercussão nacional. Celebridades como a cantora Ana Castela e a atriz Paolla Oliveira manifestaram repúdio e pediram por justiça.
A Polícia Civil apontou que o animal estava vivo antes de ser mutilado. A informação foi divulgada semanas depois do ocorrido pelo delegado Rubens Luiz Fonseca Melo e pela veterinária Luana Gesualdi, que acompanhou as investigações. Em vídeo publicado nas redes sociais, o delegado informou que o inquérito foi encaminhado ao poder judiciário e ao Ministério Público.
*Sob supervisão de Pedro Osorio
**Com informações da Agência Estado
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Fonte : CNN