Um homem que foi flagrado agredindo a ex-companheira em elevador foi preso novamente nesta sexta-feira (20). Câmeras de segurança registraram o momento da agressão na última segunda-feira (16) em Guarulhos, na Grande São Paulo.
O agressor havia sido preso em flagrante no dia em que ocorreu a violência, mas havia sido beneficiado com a liberdade provisória na terça-feira (17) após passar por audiência de custódia.
A nova prisão ocorreu após o TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) acatar, na quinta-feira (19), um pedido feito pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) e pela Polícia Civil.
A promotora responsável pelo caso, Sandra Reimberg, fundamentou a denúncia no crime de lesão corporal, com o agravante de ter sido praticado contra uma mulher por razões da condição do sexo feminino, somado à coação no curso do processo.
Ao decretar a prisão, a 2ª Câmara de Direito Criminal do TJSP levou em consideração o comportamento violento do indivíduo, que representava um risco de novos episódios de violência contra a vítima, além do risco de fuga do agressor.
O MPSP também destacou em nota que “a disseminação de notícias de casos de violência doméstica que não contam com uma atuação firme do Estado encoraja a prática de novas condutas”, gerando indignação na sociedade.
O mandado de prisão foi cumprido pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Guarulhos. Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que as diligências seguem em andamento para a conclusão do caso.
Relembre o caso
As imagens mostram a jovem correndo para tentar fechar as portas do elevador, mas o homem consegue entrar e desferiu diversos socos contra ela.
A violência só foi interrompida quando uma outra mulher entrou no elevador e se colocou entre a vítima e o agressor para defendê-la.
Veja as imagens:
A motivação do crime seria o fato de o agressor não aceitar o fim do relacionamento. Além disso, a vítima havia entrado recentemente na Justiça com um pedido de guarda e pagamento de pensão alimentícia para o filho do ex-casal, que tem apenas sete meses de vida, o que teria provocado a fúria do indivíduo.
Após a prisão, o caso registrado como violência doméstica e lesão corporal continua com diligências em andamento pela DDM para sua total conclusão.
A CNN Brasil tenta localizar a defesa de Ronaldo. O espaço segue aberto.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
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Fonte : CNN