wp-header-logo.png

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga se o corpo de um homem, encontrado em uma mala, no final de 2025, em Florianópolis, tem relação com o assassinato de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos. A corretora de imóveis foi morta e esquartejada, na mesma região, no início de março.

Conforme a polícia, novas frentes de investigação permitiram que a Delegacia de Homicídios fizesse a identificação do homem. Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos, e Luciani moravam no mesmo no mesmo complexo residencial.

“Com o cruzamento de dados, a Polícia Civil obteve prontuários médicos e odontológicos que foram submetidos a exames periciais complexos. Com a autoria do crime ainda sob investigação, as diligências agora se concentram na coleta de provas e identificação dos responsáveis”, disse a PC.

O corpo da Alberto foi encontrado na praia, em 28 de dezembro de 2025. Durante as investigações da morte da corretora, a Polícia Civil identificou semelhanças entre os crimes, como a forma de execução e abandono das vítimas.

Três pessoas estão presas suspeitas de envolvimento no assassinato de Luciani. O corpo da corretora foi encontrado em 9 de março, em Major Gercino (SC). Os presos são uma mulher de 47 anos e um casal de 27 e 30 anos.

Luciani foi vista pela última vez no dia 5 de março. Após a data, ela não realizou mais contato com familiares, que resolveram registrar boletim de ocorrência.

Conforme a Polícia Civil, ao longo da investigação, foram identificadas diversas compras on-line realizadas com os dados de Luciani. A retirada dos produtos comprados era feita por um adolescente, em differentes locais de Florianópolis. De acordo com a polícia, o adolescente era vizinho de Luciani, e morava no mesmo residencial vítima.

Ainda, os policiais constataram que o irmão do adolescente, de 27 anos, estava foragido do Estado de São Paulo em razão de um latrocínio, em 2022. O homem e a companheira dele, de 30 anos, também moravam em um apartamento vizinho ao de Luciani.

A investigação encontrou evidências apontando que a mulher que administrava o residencial estava associada ao casal, se beneficiando das compras feitas em nome de Luciani. Os policiais descobriram pertences de vítima, como notebook e televisão, escondidos em outro apartamento, desocupado e trancado, que estava sob responsabilidade da suspeita.

A mulher foi presa em flagrante e conduzida ao sistema prisional. O casal fugiu para o Rio Grande do Sul, mas foi preso em Gravataí (RS), por policiais rodoviários federais, em 12 de março.

Partes de um corpo encontradas no dia 9 de março, Major Gercino (SC), foram identificadas como sendo de Luciani. O material foi jogado em um rio, na área rural do município.

O trabalho da Polícia Civil permitiu identificar que Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5, e seu corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado.

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu