O deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB) apontou o secretário de Administração da Paraíba, Tibério Limeira, como o responsável pela decisão do governador João Azevêdo de indicar Léo Bezerra para a presidência do PSB em João Pessoa. Em declaração, Hervázio referiu-se a Tibério como “babão”, insinuando que o governador teria sido influenciado por ele.
No entanto, a tentativa de Hervázio de transferir a culpa para Tibério desconsidera um fator determinante: o próprio Léo Bezerra gerou um desconforto interno no PSB.
Durante a filiação do prefeito Cícero Lucena ao MDB, Léo Bezerra proferiu a frase “Cícero será o maior governador da história da Paraíba”. A declaração causou repercussão negativa, principalmente porque o presidente estadual do PSB é João Azevêdo, a quem Léo já havia se referido como “o maior governador da Paraíba”.
A aparente tentativa de agradar a ambas as figuras resultou em uma situação constrangedora.
Léo Bezerra enfrenta uma situação delicada, mas ao mesmo tempo confortável. Ele foi elevado ao cargo atual pelo governador e está previsto para assumir a Prefeitura de João Pessoa com a saída de Cícero. A ausência no evento de filiação seria impraticável, mas o excesso de entusiasmo no discurso acabou por irritar João Azevêdo.
Diante desse cenário, o ataque de Hervázio a Tibério soa menos como uma estratégia política e mais como uma reação de um pai que busca proteger o filho das consequências de suas próprias palavras. O tom exagerado e agressivo acabou por aumentar a visibilidade e a importância de Tibério dentro do partido.
Em resumo, Tibério desempenha seu papel de dirigente partidário, enquanto Hervázio age como um pai. Ambos exercem seus respectivos direitos.
Fonte: politicadaparaiba.com.br