O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse nesta quarta-feira (4) que o governo de Donald Trump está investigando um ataque que, segundo a mídia estatal iraniana, matou mais de cem pessoas em uma escola primária para meninas no sul do Irã.
“Tudo o que sei, tudo o que posso dizer é que estamos investigando isso”, disse Hegseth quando questionado sobre o caso. “É claro que nunca visamos alvos civis, mas estamos investigando isso”, acrescentou, sugerindo que a revisão está em andamento.
O ataque na cidade de Minab deixou principalmente crianças mortas, segundo a mídia estatal iraniana. Posteriormente, grandes multidões se reuniram para os funerais, com os enlutados cantando e segurando fotos das vítimas, de acordo com a emissora estatal Irib.
O escritório de direitos humanos da ONU (Orgnização das Nações Unidas) instou nesta terça-feira (3) as forças responsáveis pelo ataque mortal na escola a investigarem o incidente e compartilharem informações, sem especificar quem considera responsável.
“O Alto Comissário, Volker Turk, pede uma investigação rápida, imparcial e completa sobre as circunstâncias do ataque. Cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo”, disse a porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Ravina Shamdasani, em entrevista coletica em Genebra.
“Isto é absolutamente horrível”, disse Shamdasani, acrescentando que as imagens que circulam nas redes sociais capturam “a essência da destruição, do desespero, da insensatez e da crueldade deste conflito”.
Turk também instou todas as partes a exercerem moderação e a retornarem à mesa de negociações, afirmou ela.
O que aconteceu?
A escola no sul do Irã foi atingida no sábado (28), o primeiro dia de ataques dos EUA e de Israel contra o país. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou na segunda-feira (2) que as forças americanas “não atacariam uma escola deliberadamente”. Israel informou que está investigando o incidente.
O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, já havia levantado a questão com Turk em uma carta datada de 1º de março, classificando o ataque como “injustificável” e “criminoso”.
Ele afirmou que o ataque matou 150 estudantes. O gabinete de Turk não possui informações suficientes para determinar se o ataque constituiu um crime de guerra, disse Shamdasani.
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Fonte : CNN