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Nos últimos anos, a autora J. K. Rowling, autora da saga “Harry Potter”, um dos maiores fenômenos culturais da indústria pop, deu uma série de declarações discriminatórias contra pessoas transgênero. Teve fã que escolheu boicotar tudo relacionado ao bruxo em forma de protesto. Mas uma nova grande produção acendeu novamente o debate sobre consumir a obra da escritora.

A nova série inspirada em “Harry Potter”, uma produção da HBO e Warner Bros., divulgou seu primeiro teaser e novas informações nos últimos dias. O registro dá créditos à autora, ao passo que alguns internautas se revoltam com o envolvimento dela na produção. J.K. Rowling foi parar nos assuntos mais comentados do X (antigo Twitter), nesta quinta-feira (26).

Os primeiros comentários da autora sobre a comunidade transexual foram feitos em 2020, quando, também pelas redes sociais, compartilhou um artigo que usava o termo “pessoas que menstruam”. Ela questionou a expressão e disse que já existia uma palavra para denominar esse grupo, mulheres, excluindo homens trans e pessoas não binárias, por exemplo, de sua concepção.

Em 2023, J. K. Rowling usou as redes sociais para contrariar uma imagem que dizia: “Repita conosco: mulheres trans são mulheres”.

Ela chegou, inclusive, a criticar os atores dos filmes de “Harry Potter” por apoiarem publicamente a luta por direitos das pessoas transexuais. 

Em 2024, chamou a boxeadora argelina Imane Khelif de “homem” e apoiou sua adversária, a italiana Angela Carini, que desistiu da luta. Participante dos Jogos Olímpicos de 2024 em Paris, na França, Imane foi autorizada a competir mesmo após ser reprovada no teste de gênero por apresentar anomalias nos níveis de testosterona. J. K. Rowling afirmou que Imane seria um “homem batendo em uma mulher”.

Em 2025, Rowling celebrou a decisão da Suprema Corte do Reino Unido sobre a definição legal de mulher baseada no sexo biológico — o que exclui as mulheres que são transexuais.

Qual o envolvimento de J. K. Rowling na nova série de “Harry Potter”

J.K. Rowling é creditada como produtora executiva da série, profissional que geralmente supervisiona desde o roteiro até o processo de pós-produção de uma obra.

Em 2025, o diretor de conteúdo da HBO, Casey Bloys, chegou a falar sobre o papel da mulher em uma entrevista ao portal Puck. Segundo ele, as opiniões pessoais e políticas de Rowling não terão lugar na nova produção.

“A decisão de fazer negócios com J.K. Rowling não é novidade para nós. Estamos no ramo há 25 anos. Já temos um programa dela na HBO chamado ‘CB Strike’, que fazemos com a BBC. É bem claro que essas são as opiniões pessoais e políticas dela. Ela tem direito a elas. Harry Potter não está sendo secretamente infundido com nada. E se você quiser debater com ela, pode ir ao Twitter.”

Sobre a nova série de “Harry Potter”

Cada temporada da nova série será baseada em um dos sete volumes da obra de J.K. Rowling. Segundo já disse um dos produtores da série, a adaptação será mais fiel aos livros do que os filmes da saga.

“Não há muito o que dizer por enquanto. Temos uma equipe fantástica de roteiristas, e eles estão fazendo o que precisam fazer. Os testes de elenco foram abertos no Reino Unido e na Irlanda, então o processo está avançando bem”, afirmou Channing Dungey, CEO da Warner Bros. Television.

Além disso, Chris Columbus, diretor dos filmes de “Harry Potter”, acredita que o remake da saga para a HBO terá menos restrições. “Acho que a ideia da série é espetacular, porque há certas limitações quando você está fazendo um filme. Nosso primeiro filme tinha duas horas e 40 minutos, e o segundo quase a mesma duração”, disse ele à revista People.

Assista ao primeiro teaser da série de “Harry Potter”

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Fonte : CNN

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