© Bruno Peres/Agência Brasil

O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, reforçou o apelo global por uma transição energética acelerada em direção a fontes renováveis. Em pronunciamento nesta sexta-feira, Guterres enfatizou a necessidade de alinhamento entre a vontade política e as decisões econômicas para garantir uma transição justa e eficaz. Além disso, cobrou resultados tangíveis da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), sediada em Belém.

Guterres destacou que a economia já sinaliza o caminho, com 90% da nova capacidade de geração de energia no ano passado proveniente de fontes renováveis. No entanto, alertou que políticas e orçamentos devem ser ajustados para que todos os países consigam realizar uma transição energética justa e abrangente.

O Secretário-Geral da ONU expressou a urgência de se obter resultados na COP30, que se aproxima do fim. Ele enfatizou que o mundo está de olho na conferência e que “desculpas” não são mais aceitáveis. A expectativa é de que a COP30 apresente soluções concretas e ambiciosas para os desafios climáticos globais.

A COP30, cuja conclusão estava prevista para esta sexta-feira, enfrenta a possibilidade de prorrogação, visando alcançar o consenso necessário em torno das pautas climáticas em discussão. O presidente da conferência, André Corrêa do Lago, convocou os países a priorizarem a cooperação internacional e a buscarem um consenso que beneficie o planeta como um todo, em vez de focarem em “vitórias” ou “derrotas” individuais.

Corrêa do Lago ressaltou a importância de superar as divisões e fortalecer o regime climático, mostrando que o consenso é um ponto forte. Ele enfatizou que, no contexto do Acordo de Paris, a divisão não é uma opção, e que os esforços devem se concentrar em soluções transparentes e genuínas, originárias das delegações participantes.

Recentemente, o secretariado da Convenção do Clima (UNFCCC) divulgou uma nova versão do rascunho do Pacote de Belém, incluindo um anexo com indicadores para a Meta Global de Adaptação (GGA). Embora organizações sociais tenham identificado avanços nessa versão, criticam a ausência de decisões sobre o afastamento dos combustíveis fósseis.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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