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Os bancos da zona do euro têm exposição direta limitada ​à guerra no Oriente Médio, mas ​o conflito ainda pode gerar estresse sistêmico devido às vulnerabilidades interconectadas, disse o vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, nesta quinta-feira (26).

Nas últimas semanas, os mercados financeiros sofreram estresse devido ao impacto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra ⁠o Irã, mas a ​liquidação fora do Oriente Médio foi limitada, mesmo ​com alguns ativos permanecendo supervalorizados.

“Até o momento, as repercussões no ⁠setor financeiro da zona do euro ⁠permaneceram contidas”, disse de Guindos em um discurso. “As ​exposições ‌diretas dos bancos à região são limitadas, e o sistema ⁠bancário está bem posicionado, com forte lucratividade e robustos amortecedores de capital e liquidez.”

Ainda assim, há um risco mais amplo, dadas as ‌interconexões ⁠no sistema financeiro, ‌disse de Guindos, cujas funções no BCE incluem o monitoramento da estabilidade financeira.

“Em meio a uma incerteza global já elevada, esse ⁠conflito poderia desencadear o desdobramento ⁠de vulnerabilidades interconectadas e causar estresse sistêmico”, disse ele.

O conflito ameaça afetar o ‌sentimento do mercado em um momento em que as avaliações de ativos estão elevadas, podendo levar a uma forte reprecificação do risco para tomadores de empréstimos e soberanos alavancados, ao ‌mesmo tempo em que amplia o estresse no setor financeiro não bancário, disse ele.

Com relação ao mandato fundamental do BCE ⁠de garantir uma inflação baixa, de Guindos repetiu o alerta do banco de que a inflação pode aumentar e o crescimento ​desacelerar devido ao conflito, mas argumentou que é necessário mais tempo ​para entender o impacto total.

“Estamos inabaláveis em nosso compromisso de garantir que a inflação se estabilize em nossa meta de 2% no médio prazo”, disse ele.

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Fonte : CNN

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