Em um artigo de opinião publicado na revista The Economist, o chanceler de Omã, que havia mediado as negociações entre Estados Unidos e Irã antes do início da guerra, pediu aos americanos que ajudem a pôr fim ao que ele chamou de “guerra ilegal”.
Badr Albusaidi, ministro das Relações Exteriores, classificou a guerra como o “maior erro de cálculo” do governo Trump, citando o impacto que ela teve na economia global e na segurança regional.
Os estados do Golfo, incluindo Omã, compraram armas americanas e abrigaram bases dos EUA por décadas, na esperança de dissuadir um possível ataque iraniano.
A relativa paz e prosperidade de que essas nações desfrutavam agora estão ameaçadas, escreveu Albusaidi, porque os EUA “perderam o controle de sua própria política externa”.
“A pergunta para os amigos da América é simples: o que podemos fazer para livrar a superpotência desse envolvimento indesejado?”, escreveu ele.
“Em primeiro lugar, os amigos da América têm a responsabilidade de dizer a verdade. Isso começa com o fato de que há duas partes nessa guerra que não têm nada a ganhar com ela, e que os interesses nacionais tanto do Irã quanto dos Estados Unidos residem no fim das hostilidades o mais breve possível”, comentou.
Ele acrescentou que parece que Israel “persuadiu” os EUA de que seria uma guerra fácil de vencer – mas que, para alcançar os objetivos de Israel, os EUA teriam que enviar tropas para o território iraniano e se comprometer com o tipo de guerra sem fim que Trump prometeu encerrar.
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Fonte : CNN