Pelo menos 13 navios de carga foram atacados na região do Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã, desde o início da guerra, no dia 28 de fevereiro, segundo balanço divulgado pela United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), autoridade marítima responsável pela região.
Três embarcações sofreram ataques exatamente no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (10), incluindo o navio tailandês Mayuree Naree, que transportava grãos dos Emirados Árabes Unidos com destino à Índia.
Dos 23 tripulantes a bordo, três continuam desaparecidos, segundo o Ministério dos Transportes da Tailândia. Os demais foram resgatados em um bote salva-vidas e levados para Omã.
Outra embarcação, de bandeira liberiana, também foi atingida por projéteis iranianos após ignorar alertas da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã.
Dados do provedor de análise MarineTraffic mostram que ambas as embarcações estavam na região no início do dia.
Desde o início do conflito, o regime iraniano tem reiterado que embarcações que cruzarem o Estreito de Ormuz podem ser alvo de ataques.
O Irã controla o lado norte do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20 milhões de barris de petróleo diariamente — aproximadamente um quinto da produção global —, segundo a Administração de Informação Energética dos EUA (EIA), que classifica o canal como um “ponto de estrangulamento crítico para o petróleo”.
Um porta-voz militar iraniano afirmou que o Irã “nunca permitirá que sequer um litro de petróleo passe pelo Estreito de Ormuz em benefício dos Estados Unidos, dos sionistas ou de seus parceiros”.
“Qualquer embarcação ou carga de petróleo pertencente aos Estados Unidos, ao regime israelense ou a seus parceiros hostis será considerada alvo legítimo”, diz o comunicado. “Seguiremos uma política de ataque após ataque até que sejam totalmente punidos e se arrependam de suas ações.”
Irã implanta minas na rota estratégica do petróleo
O Irã começou a instalar minas no Estreito de Ormuz, responsável por cerca de um quinto do petróleo bruto mundial, segundo fontes familiarizadas com relatórios da inteligência americana.
A presença de explosivos ainda é limitada, com apenas algumas dezenas posicionadas nos últimos dias, disseram as fontes. No entanto, o país mantém entre 80% e 90% de suas pequenas embarcações e navios lança-minas, o que permite colocar centenas de minas na região.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) tem capacidade para montar um verdadeiro arsenal de embarcações lançadoras de minas, barcos carregados de explosivos e baterias de mísseis costeiras, segundo reportagem da CNN.
Um relatório do Congresso dos EUA, publicado no ano passado, indica que o país possui entre 5.000 e 6.000 minas navais.
Em resposta à ameaça, o presidente americano, Donald Trump, exigiu a remoção imediata das armadilhas. O Comando Central dos EUA informou que suas forças “eliminaram” 16 navios iranianos lançadores de minas nas proximidades.
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Fonte : CNN