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Uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (25) tem como alvo o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis. A ação investiga uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Caixa Econômica Federal. Os prejuízos podem ultrapassar R$ 500 milhões.

A holding administrada por Góis é conhecida no mercado financeiro não apenas pelos serviços que oferece, mas também por sua ligação com o Banco Master, após uma tentativa de aquisição da instituição em novembro do ano passado.

Atualmente, a empresa enfrenta um processo de recuperação judicial, com compromissos que somam cerca de R$ 4 bilhões.

Fundada em 2007, a Fictor surgiu com a proposta de atuar como uma empresa de soluções tecnológicas. Cinco anos depois, realizou sua primeira operação em private equity, o que impulsionou seu crescimento. Em 2016, iniciou a expansão de seu portfólio e, em 2018, passou a atuar nos setores de commodities e agronegócio.

A partir de 2022, a Fictor passou a operar como holding, reunindo dez empresas sob sua gestão. Em 2024, ingressou no setor de energia com a criação da Fictor Energia e passou a ter ações negociadas na B3, sob o ticker FICT3, por meio de um IPO reverso. No mesmo ano, lançou a FictorPay, voltada a soluções financeiras e crédito.

Em 2025, a companhia deu mais um passo em sua expansão internacional, com a abertura de escritórios em Miami (Estados Unidos) e Lisboa (Portugal).

Atualmente, a Fictor atua nos seguintes segmentos:

Indústria alimentícia

  •  Fictor Alimentos S.A.
  •  Fictor Alimentos Ltda.
  •  Dr. Foods

Serviços financeiros

Infraestrutura

  • Fictor Real State
  • Fictor Energia

Segundo a empresa, seu propósito é se posicionar como referência em gestão, com base em “inteligência de mercado, análise rigorosa e visão de longo prazo para gerar valor e fortalecer a Fictor como líder no setor de investimentos”.

A holding também ganhou visibilidade ao atuar como patrocinadora do Palmeiras, desde as categorias de base até o time profissional. Em março de 2025, foi anunciado um acordo de R$ 30 milhões por temporada, com duração de três anos, prorrogável por mais um.

À época, a presidente do clube, Leila Pereira, afirmou que a parceria fortaleceria as categorias de base e que ambas as partes colheriam “grandes frutos com esta união”.

Após essa iniciativa, a Fictor expandiu sua atuação no esporte e passou a patrocinar também o atletismo. O acordo, de R$ 21 milhões até 2029, tornou-se o maior patrocínio privado da história da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

Recuperação judicial e caso Master

Em 1º de fevereiro de 2026, a Fictor entrou em seu capítulo mais recente, ainda sem desfecho. Segundo a empresa, o pedido de recuperação judicial foi motivado por uma crise de liquidez decorrente da tentativa de aquisição do Banco Master, em novembro de 2025.

No processo, a companhia informou ter recebido R$ 3 bilhões em aportes de sócios até 17 de novembro, um dia antes da liquidação do Banco Master. A partir dessa data, houve uma onda de pedidos de resgate que, até 31 de janeiro, alcançou cerca de 71,38% do montante inicialmente investido.

Além da retirada de recursos, o grupo relatou impacto direto no valor de mercado de suas empresas. As ações da Fictor Alimentos S.A., subsidiária listada na B3, registraram queda de aproximadamente 50% entre 17 de novembro e 1º de fevereiro.

No acumulado entre fevereiro e março, os papéis recuaram cerca de 30%. Apenas em março, a queda foi de 42%.

Não só as ações, mas também suas parcerias foram afetadas com o anúncio. Um dia após a divulgação da situação financeira da companhia, o Palmeiras anunciou a rescisão do contrato.

O clube justificou a rescisão por “inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo”, além de anunciar que “o clube estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos pela Fictor”.

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Fonte : CNN

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