O governo de Donald Trump discutiu a possibilidade de flexibilizar ainda mais as sanções ao petróleo russo como parte de um esforço urgente para combater a alta dos preços da energia, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, informaram à CNN pessoas familiarizadas com o assunto.
A possível medida visaria reforçar a oferta global de petróleo e neutralizar a paralisação efetiva dos embarques pelo Estreito de Ormuz, que elevou os preços acentuadamente na última semana.
O presidente Donald Trump insinuou na segunda-feira (9) a possibilidade de afrouxar essas sanções, dizendo durante uma coletiva de imprensa que “há sanções contra alguns países” e “vão suspender essas sanções até que a situação se resolva”.
O Departamento do Tesouro concedeu à Índia, na semana passada, permissão temporária para comprar petróleo russo já em alto-mar sem ser penalizada pelos Estados Unidos. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta terça (10) que essa decisão não proporcionaria “benefício financeiro significativo” ao Kremlin, já que o petróleo já estava armazenado em um navio-tanque em alto-mar.
Autoridades do governo Trump discutiram um possível novo alívio das sanções, embora fontes familiarizadas com o assunto tenham alertado que ainda não tomaram uma decisão final sobre a dimensão e o alcance de tal medida.
A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário.
Os EUA impuseram as sanções originalmente como uma resposta à Rússia pela guerra na Ucrânia. Durante uma reunião de ministros das Finanças do G7 na segunda-feira (9), autoridades europeias pressionaram os EUA a não tomarem nenhuma medida que permitisse à Rússia obter lucros significativos.
“É importante que não aliviemos a pressão sobre a Rússia agora e não a ajudemos a encher os cofres de guerra aproveitando-se da situação atual de preços elevados do petróleo e do gás”, declarou Valdis Dombrovskis, comissário para a Economia da União Europeia, em uma coletiva de imprensa depois.
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Fonte : CNN