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O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), tem até as 23h59 desta sexta-feira (20) para votar sobre a manutenção da prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A Segunda Turma formou maioria em menos de uma hora após a abertura do plenário virtual, na última sexta-feira (13).

A rapidez com que os ministros Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam o relator, André Mendonça, reduziu o espaço para eventual divergência no julgamento. Já o ministro Dias Toffoli se declarou impedido de participar da análise após mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro indicarem uma possível relação com ele — o que é negado pelo magistrado.

Como mostrou a CNN, Gilmar decidiu examinar o caso com mais profundidade. Nos bastidores, a avaliação inicial era de que o ministro poderia defender a revogação da prisão do empresário.

Com a formação da maioria, no entanto, interlocutores do Supremo avaliam que Gilmar não deve abrir divergência. A tendência é que utilize o voto para fazer ponderações sobre a condução do processo.

No início do mês, o ministro classificou como “barbárie institucional” o vazamento de mensagens íntimas de Vorcaro.

Os dados vieram a público após a Polícia Federal compartilhar as informações com a CPMI do INSS, por determinação de Mendonça. A decisão reviu entendimento anterior de Toffoli, que havia restringido o acesso do colegiado ao material.

O caso também evidenciou tensões internas no STF. Um dos pontos mais sensíveis envolve as relações dos ministros Alexandre de Moraes e Toffoli com Vorcaro. As menções a integrantes da Corte em mensagens apreendidas ampliaram o desgaste institucional.

Independentemente do voto de Gilmar, a prisão de Vorcaro já está mantida por maioria da Segunda Turma.

Transferência

O dono do banco Master foi transferido na quinta-feira (19) para a Superintendência da PF em Brasília.

Antes, Vorcaro estava na Penitenciária Federal de Brasília e dificultava o contato do ex-banqueiro com seus advogados e, consequentemente, as negociações para uma delação.

A transferência foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal). O magistrado chegou a conceder ao ex-banqueiro o direito de se comunicar com seus advogados sem ser gravado, mas o contato seguiu limitado devido às exigências da penitenciária federal.

Agora, como mostrou a CNN, o ex-banqueiro já assinou com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e com a Polícia Federal um termo de confidencialidade. A assinatura representa a primeira etapa para firmar um acordo de colaboração premiada.

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Fonte : CNN

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