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A Gerdau prevê uma redução gradual no volume de aço importado no Brasil ao longo de 2026 e descarta o fechamento de novas plantas produtivas neste ano, após ajustes de capacidade realizados anteriormente.

A avaliação foi feita pelo CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, nesta terça-feira (24). A empresa teve lucro líquido de R$ 670 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 0,5% sobre o resultado obtido um ano antes e abaixo do esperado pelo mercado.

Segundo o executivo, a expectativa de menor entrada de aço estrangeiro está ligada ao avanço de investigações antidumping conduzidas pelo governo federal, especialmente sobre produtos com forte presença no mercado brasileiro, como bobinas a quente e chapas grossas.

A empresa avalia que as medidas “técnicas” de defesa comercial devem se tornar mais robustas ao longo dos próximos meses.

“Essas análises antidumping estão mostrando de fato que tem havido dumping por parte de produtores, especialmente os chineses. Isso deve se traduzir em mecanismos mais robustos a partir de agora, o que nos faz imaginar que ao longo desse ano de 2026 a gente já possa experimentar uma leve redução no volume de aço importado e mais a partir de 2027, com a efetividade desses mecanismos”, disse Werneck.

Nos últimos anos, a entrada de aço estrangeiro pressiona os preços domésticos e reduz a utilização de capacidade das usinas brasileiras. O setor siderúrgico defende o fortalecimento dos mecanismos de defesa comercial para preservar a competitividade da indústria nacional.

A Gerdau avalia que o principal desafio no Brasil não é a falta de demanda por aço, que segue em níveis considerados sólidos, mas a pressão exercida pelo aumento das importações.

Apesar do cenário desafiador no mercado brasileiro, o executivo afirmou que não pretende fechar novas unidades produtivas neste ano. Segundo Werneck, as decisões mais difíceis já foram tomadas, incluindo o fechamento de capacidades produtivas e a redução de turnos de trabalho.

A estratégia para 2026 é manter a operação com a mesma estrutura produtiva que encerrou 2025, com foco em ganhos de produtividade, redução de custos e melhoria da competitividade.

“Então, o nosso plano para 2026, nesse momento, é que a gente siga operando com as plantas com as quais a gente terminou produzindo no final do ano de 2025”, disse Werneck.

Enquanto o mercado brasileiro enfrenta maior concorrência externa, as operações da Gerdau na América do Norte têm apresentado desempenho acima do esperado. A companhia se beneficia do fato de ser produtora local nos Estados Unidos, onde seguem em vigor as tarifas da Seção 232, que restringem a entrada de aço importado.

 

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Fonte : CNN

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