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Um general russo que atuava como vice-chefe da inteligência militar russa foi baleado e gravemente ferido em Moscou nesta sexta-feira (6), disseram autoridades — o mais recente de uma série de ataques contra importantes figuras militares.

Um agressor desconhecido disparou vários tiros contra o tenente-general Vladimir Alekseyev em um prédio residencial na rodovia Volokolamskoye, na capital da Rússia, e fugiu do local, disse um porta-voz do Comitê de Investigação do país em um comunicado.

O Comitê de Investigação da Rússia informou que seus agentes estão no local e que os investigadores estão à procura do atirador. O comitê abriu um inquérito criminal sobre o que classificou como tentativa de homicídio de um alto funcionário do Ministério da Defesa.

Alekseyev foi transferido para um hospital da cidade, informou o comunicado do Comitê de Investigação. Ele está na UTI e em estado grave após o ataque, segundo a mídia estatal russa.

Alekseyev, de 64 anos, é o primeiro vice-chefe da Diretoria Principal de Inteligência da Rússia, a GRU. O general russo foi um dos vários oficiais sancionados pelos Estados Unidos em 2016 por ampla atividade cibernética maliciosa direcionada a minar os processos democráticos americanos.

Ele também foi sancionado pela União Europeia em janeiro de 2019, após um ataque com agente nervoso em Salisbury, Inglaterra, que o governo britânico afirmou ter sido realizado por agentes da GRU para envenenar um ex-espião russo.

As sanções da UE descrevem Alekseyev como “responsável pela posse, transporte e uso em Salisbury… do agente nervoso tóxico ‘Novichok’ por oficiais da GRU”, juntamente com o chefe da inteligência militar russa, Igor Kostyukov, também sancionado.

Alexseyev teve participação significativa na guerra na Ucrânia, atuando como um dos negociadores russos nas conversas secretas com um membro do Parlamento ucraniano para encerrar o cerco russo à cidade estratégica de Mariupol, na Ucrânia, em 2022.

Um relatório da inteligência ucraniana sobre Alexseyev afirma que ele foi responsável pela “organização da preparação dos dados iniciais para o lançamento de ataques aéreos e com mísseis em território ucraniano”, incluindo alvos civis, além de ser responsável pelos referendos ilegais nos territórios ucranianos ocupados.

A Ucrânia também o acusou de crimes de guerra na Síria.

Em 2023, Alexseyev foi enviado pelos militares russos para negociar com Yevgeny Prigozhin, fundador do grupo mercenário Wagner, durante a rebelião do grupo. Na época, ele classificou as ações de Prigozhin como um golpe e “uma punhalada nas costas do país e do presidente”.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, acusou o governo ucraniano de estar por trás da tentativa de assassinato de Alekseyev, sem apresentar provas.

As autoridades ucranianas não comentaram o caso.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (6) que os serviços de inteligência estavam investigando o ataque e informariam o presidente russo, Vladimir Putin, sobre quaisquer descobertas. Ele acrescentou: “Desejamos a todos sobrevivência e recuperação”.

“É evidente que esses líderes militares e especialistas altamente qualificados correm riscos durante uma guerra”, disse Peskov ao ser questionado sobre a segurança das residências de oficiais militares. “Isso é assunto para os serviços de inteligência.”

Uma vizinha de Alekseyev disse à Reuters que ouviu vários tiros por volta das 6h30 da manhã, horário local, na sexta-feira. A mulher, que se identificou apenas como Alexandra, disse que “acordou com os tiros” e correu para fora do prédio residencial junto com outros vizinhos. Outro morador já havia chamado a polícia, que chegou por volta das 7h, segundo ela.

Diversas figuras proeminentes da Rússia foram mortas por dispositivos explosivos ou a tiros em Moscou, em ataques atribuídos aos serviços de segurança ucranianos desde a invasão russa em larga escala da Ucrânia em 2022.

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Fonte : CNN

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