Guardas Civis Metropolitanos (GCM) utilizaram spray de pimenta e gás lacrimogêneo contra foliões durante o bloco “Vai Quem Qué”, no Butantã, Zona Oeste de São Paulo, na noite de terça-feira de Carnaval (17).
A ação foi registrada em vídeos que circulam nas redes sociais. Na gravação é possível ver a confusão, pessoas tossindo e entrando dentro de um bar para escapar do gás.
“[Guardas Civis Metropolitanos] tratando todo mundo como criminoso, jogando bomba nas pessoas”, diz uma pessoa durante o vídeo.
Veja:
Em relato à CNN Brasil, Lucas Santos, um folião que estava no local, afirmou que a dispersão já havia começado quando a GCM chegou e que não havia necessidade da ação feita pelos agentes.
Não fazia sentido, porque as pessoas já estavam indo embora. Tinha muita família no bloco, crianças”]Não fazia sentido, porque as pessoas já estavam indo embora. Tinha muita família no bloco, crianças. Já tinha acabado o bloco e as pessoas estavam descendo a ladeira para perto dos bares, porque é mais fácil pegar aplicativo e ônibus. É um bloco de bairro, assim como outros tradicionais da região, então muita gente permanece nos arredores [..] Não fazia sentido, porque as pessoas já estavam indo embora. Tinha muita família no bloco, crianças
Lucas também relatou que além de gás lacrimogêneo, agentes lançaram bomba de efeito moral e que muita gente foi atingida: “Tinha gente que tinha tomado spray na cara e estava lavando o rosto para tentar aliviar [no bar perto do local]”, afirmou.
Segundo a organização do bloco, a atuação da GCM foi “desproporcional e lamentável”. Em nota publicada nas redes sociais, os responsáveis afirmam que o evento seguiu todas as determinações da Prefeitura, incluindo horários e trajeto que foram publicados no Diário Oficial.
Ainda de acordo com o grupo, a dispersão ocorria de forma tranquila após o desligamento do som, por volta das 18h, quando agentes começaram a ser agressivos com os foliões.
Um dos nossos integrantes, que foi tentar dialogar com a GCM, foi espancado. A partir daí a GCM escalonou a violência e as imagens publicadas nas redes sociais mostram a desproporção: bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e violência excessiva contra o carnaval de rua.
Procurada, a Guarda Civil Metropolitana informou que realizava patrulhamento no local quando houve “resistência” e arremesso de objetos contra os agentes durante a dispersão, o que motivou a intervenção com “uso de técnicas previstas nos protocolos de segurança”.
“Dois agentes ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital do Rio Pequeno, onde receberam atendimento médico. Não houve condução ao Distrito Policial”, diz a nota.
*Sob supervisão de AR.
source
Fonte : CNN