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Atlético-MG tem um novo destaque vindo das categorias de base que chama a atenção da torcida e se tornou esperança para o futuro: Mamady Cissé.

Natural de Conacri, na Guiné, o jovem de 19 anos chegou ao clube em 2025, fruto do trabalho de observação do Centro de Informação do Galo (CIGA).

Desde a chegada ao Alvinegro, o meia passou por um intenso trabalho de preparação física e ganhou cerca de nove quilos de massa magra. Cissé também foi auxiliado pelo clube no processo de adaptação ao Brasil e teve a ajuda de um professor de francês para se ambientar à nova cultura.

No dia 7 de fevereiro, o meia estreou como titular no empate com o Athletic, por 1 a 1, pelo Campeonato Mineiro.

Mamady Cissé celebrou a oportunidade entre os 11 iniciais do Atlético-MG e revelou o sentimento com o momento vivido na carreira.

“Estou feliz no Atlético. Primeira vez como titular, é muito trabalho feito. O futebol brasileiro é muito legal”, disse Cissé sobre o momento no Galo.

O clube avalia a captação como um trabalho de scout, combinado com desenvolvimento interno, valorização progressiva, processo estruturado e transição seguindo etapas.

Elenco elogia Cissé

O meia Maycon exaltou a apresentação do jovem companheiro de equipe e elogiou o empenho de Cissé na adaptação ao Brasil.

“Treinamos algumas vezes, é um menino que está em um desenvolvimento muito bom. Fico muito feliz por isso, eu sei o quão difícil é você sair do seu país e ter que se adaptar em outro lugar. Acho que ele está em uma desenvoltura muito boa. A equipe está ajudando muito ele também, ele teve a chance de jogar uma partida como titular e foi muito bem”, iniciou Maycon.

Com 1,81m de altura, Cissé se destaca pela intensidade e leitura de jogo. Um dos pontos mais impressionantes, segundo Leandro Zago, primeiro treinador do meio-campista no Atlético-MG, foi a capacidade de entendimento de jogo mesmo sem dominar o idioma.

“Quando ele chegou, não falava nada da língua portuguesa. O clube investiu nesses primeiros meses com um tradutor. E mesmo assim o Cissé interpretava muito do jogo e do treino sem saber a nossa língua, pela capacidade cognitiva e inteligência de entender as coisas”, disse o ex-treinador da categoria sub-20 do clube mineiro.

Cissé no vestiário do Atlético-MG • Foto: Pedro Souza/ Atlético
Cissé no vestiário do Atlético-MG • Foto: Pedro Souza/ Atlético

Diretor explica processo de captação e faz projeção

Gerente geral das categorias de base do Atlético-MG, Luiz Carlos de Azevedo explicou como foi o processo de captação de Cissé no futebol africano. O meia, que defendia o 36 Lion, da Nigéria, foi observado pelo Galo durante torneio realizado no país africano em 2024.

“O processo de captação do Cissé passou muito por um alinhamento do CIGA base com o profissional. Houve uma competição na África, em 2024, onde o Atlético estava presente na Nigéria, e lá, foi observado o Cissé”, disse Luiz Carlos de Azevedo.

Na sequência, o dirigente detalhou como foi o processo adotado pelo Atlético assim que o jogador chegou ao clube e explicou o projeto focado na adaptação de Cissé ao novo ambiente.

“Quando eu cheguei aqui em março do ano passado já tinha um caminho bem delineado, e a gente acelera este processo, com a apresentação dele, e logo depois o Cissé se apresenta, a gente começa um projeto bem individualizado para apoiá-lo dentro e fora de campo. Para que assim, ele pudesse estar performando conosco”, iniciou Luiz Carlos.

“O Cissé chegou após completar 18 anos. Uma das primeiras iniciativas nossas foi a contratação de um professor de francês, para que ele pudesse ensinar ao Cissé o português e, ao mesmo tempo, auxiliá-lo nas demandas aqui. Então, durante meses, o professor esteve presente em jogos, treinos, na rotina do dia-a-dia”, acrescentou.

“Também cuidamos da moradia, para que pudesse ficar tranquilo, calmo. Houve também um trabalho bem individualizado da parte de performance, na questão de suplementação e alimentação. O Cissé, até dezembro do ano passado (2025), já havia ganhado mais de nove quilos de massa magra”, revelou.

“Além de um cuidado nosso e da comissão técnica para adaptá-lo, deixá-lo mais solto, entender a questão cultural. O Cissé é um menino muito inteligente, que presta muita atenção, então tudo isso facilitou para que ele tivesse destaque no sub-20 e credenciasse ele para estar integrado ao profissional”, avaliou o diretor.

Futuro de Cissé

Luiz Carlos também falou sobre o planejamento do Atlético-MG para Cissé. Apesar do jogador ainda ter idade para atuar pela categoria sub-20, o dirigente reforça a expectativa em ver o meia em ação na equipe principal.

“O Cissé é um atleta que ainda está em transição, ainda tem mais dois anos inteiros pela categoria sub-20, mas por mérito e pelo alinhamento que existe entre base e profissional, está integrado ao futebol profissional. A gente espera que ele não precise mais voltar para cá (ao sub-20) e que tenha todo sucesso para ele lá (profissional)”, afirmou.

O diretor, por fim, falou sobre a continuidade dos trabalhos de observação no futebol africano e destacou que o sucesso de Cissé no Atlético abre as portas para novas joias do continente.

“O Cissé é o primeiro, mas aviso a vocês que tem outros vindo de outros países. O André, nosso coordenador de scout, passou no ano passado por Moçambique, Angola, pela própria Nigéria. Tem outros ‘projetos Cissé’ vindo, e o projeto Cissé dando certo só chancela mais ainda”, disse Azevedo, em lançamento da pedra fundamental de um novo prédio na Cidade do Galo.

Segundo jogador africano na história do Atlético

Cissé é o segundo africano a atuar profissionalmente pelo Atlético-MG.

O primeiro foi o atacante David Adjei, de Gana, entre janeiro e março de 1997. Foram dois jogos, ambos não oficiais, com um gol marcado.

Mamady Cissé pelo Atlético em 2026

  • 4 jogos (um como titular)
  • 74 minutos em ação

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Fonte : CNN

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