O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a maior parte dos inadimplentes do país está relacionado ao rotativo do cartão de crédito. Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (26), a autoridade monetária apontou que há uma preocupação com a utilização do crédito no Brasil.
“A gente tem um arranjo naquilo que envolve o crédito emergencial e o rotativo que muitas vezes dá incentivos que não são os melhores para quem está tomando crédito, e também não garante a melhor condição para política monetária”, disse Galípolo.
“As pessoas tomam sim o crédito emergencial como uma renda disponível para elas, e esse é o crédito mais caro que existe. É o crédito que deveria ser utilizado só em condições emergenciais”, pontuou.
Dados trazidos pelo BC mostram que quase 30 milhões de pessoas acessam o crédito consignado no país, com taxas que variam entre 22%, para o consignado público, e 51% para o consignado privado.
Já os usuários do crédito não consignado são aproximadamente 49 milhões de pessoas, com taxas superiores a 100%.
Ainda segundo a autarquia, são 101 milhões de clientes de cartão de crédito no país. Esses usuários podem estar sujeitos a taxas de 424,5% ao ano, segundo dados de janeiro.
O juro rotativo incide em caso de atraso na fatura e é o mais caro do mercado.
Galípolo ressalta que houve, desde a pandemia da Covid-19, um aumento no número de usuários do cartão de crédito e no número de cartões que as pessoas têm relacionamento.
O presidente aifrma que a limitação do juros dessa categoria a 100% surtiu um efeito esperado, mas limitado.
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Fonte : CNN