Em um momento em que o agronegócio segue como um dos principais pilares da economia nacional o Grupo Ceres Investimentos lança um fundo de investimento listado na B3 com foco em crédito estruturado do agro: o ROCA11.
“Nossa jornada não começou nos centros financeiros. Aprendemos desde cedo que para entender a lavoura, é preciso gastar sola de botina, ouvir o produtor, entender o ciclo da terra. Não somos uma gestora que enxerga o campo por uma planilha. Nós vivemos o campo. E é por isso, por essa nossa origem e por essa nossa crença, que o nosso fundo listado leva o nome de ROCA 11”, explica o CEO do grupo, Guilherme Cunha.
O ROCA 11 contempla operações como CRAs, estruturas via FIDCs e operações estruturadas e crédito privado do agro. A Ceres será a responsável pela gestão do fundo, enquanto a BTG Pactual fará a administração e o Banco BTG Pactual atuará como custodiante.
A parceria entre BTG e Ceres foi firmada em dezembro do ano passado, com o banco detendo 49,9% do capital de empresa mineira e se aproximando mais do setor agro.
“Queremos conectar o investidor da cidade ao campo por meio do mercado de capitais. A proposta é democratizar o acesso a operações estruturadas do agro, historicamente restritas a investidores profissionais, permitindo que o investidor de varejo participe dessa classe de ativos por meio de estrutura listada e com eficiência tributária”, diz Cunha.
Fundada em 2019, em Uberaba (MG), a Ceres Asset, empresa do Grupo Ceres Investimentos, atua com foco 100% no agro. O fundador e CEO, Guilherme Cunha, trabalhou por mais de década na JBS. Foi CFO da Ubyfol, companhia fabricante de insumos, sendo responsável pela gestão financeira e levantamento de capital. “Incomodava ver que o produtor não encontrava linhas de crédito customizáveis nos bancos tradicionais”, conta Cunha.
O Grupo tem cerca de R$ 6 bilhões em ativos sob gestão e mantendo a inadimplência controlada. A Ceres atua majoritariamente numa cadeia “antes da porteira”, atendendo revendas e indústrias de insumos que precisam de linhas de crédito. Cerca de 95% da carteira está nesse tipo de operação (45% do total em indústrias de insumos e pouco mais de 40% em revendas) e o estante, focado principalmente na pecuária.
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Fonte : CNN