A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) defende a transparência e fiscalização permanente da tabela de frete. Em nota, a frente destacou que o processo deve conter parâmetros alinhados às “condições reais de mercado”. Segundo os representantes, a forma adotada por meio de sistemas eletrônicos, estabelecida pelo Governo Federal, não possui transparência.
No setor agropecuário, há consenso de que o modelo adotado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) não reflete a realidade do transporte no país. A discussão surge após o Ministro Renan Filho reforçar a fiscalização eletrônica ampla e punições mais rígidas para quem descumprir o piso mínimo do frete.
A frente defende que os critérios adotados e as margens de tolerância também precisam ser ajustados, pois não representam equidade na avaliação de limites previstos para o transporte. O governo deixa claro que não apenas mantém a política criada após a crise da greve dos caminhoneiros, como pretende reforçar a medida.
Segundo a FPA, o tema tem sido acompanhado com o envio de ofícios aos ministérios da Agricultura, Transportes, Fazenda e à Casa Civil, ainda em 2025. A frente reforça a abertura de um diálogo técnico para revisar a metodologia da tabela de frete, que gera incertezas e falta de transparencia para o setor.
Diferenças do setor
Para empresas e representantes do setor, a medida desconsidera fatores essenciais como diferenças regionais, frete de retorno, diversidade de cargas e o perfil da frota, o que gera distorções de avaliação desalinhadas com a prática de mercado.
A FPA destaca que o cenário provoca aumento artificial dos custos logísticos, perda de eficiência nas cadeias produtivas e impacto direto na competitividade do agro, especialmente em setores de grande volume e margem mais apertada.
A nota destaca a pressão atual sobre o transporte rodoviário, que sofre os impactos reais sobre o diesel em meio a alta global do petróleo e combustíveis. Segundo o grupo representativo, a crise sobre o diesel já representa uma das maiores parcelas do frete, que tem sofrido oscilações relevantes por influência do cenário internacional.
Por fim, a FPA defende que o governo federal avance em uma política de transição energética capaz de reduzir a volatilidade e garantir estabilidade à cadeia logística. Medidas urgentes como a revisão do percentual de mistura obrigatória do biodiesel, o chamado B17, são uma das demandas para a previsibilidade e equilíbrio no custo energético e logístico brasileiro, segundo a frente.
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Fonte : CNN