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O órgão regulador da Fórmula 1 e os fabricantes de motores chegaram a uma solução de compromisso para resolver uma controvérsia que ameaçava ofuscar o início da temporada, que começa na próxima semana na Austrália.

A temporada de 2026 marca a entrada de um novo ciclo para a F1, com as maiores mudanças nos regulamentos de motores e chassi em décadas.

A razão da controvérsia são as relações de compressão dos motores, com suspeitas de que a Mercedes tenha explorado uma brecha regulatória para ganhar desempenho por meio da expansão térmica dos componentes. Isso gerou especulações sobre possíveis protestos após a corrida de Melbourne.

No entanto, a Mercedes afirmou que qualquer mudança nas regras não fará diferença para a equipe.

Em comunicado oficial, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou, neste sábado, que as emendas aos regulamentos da Fórmula 1 para 2026 foram aprovadas por unanimidade por meio de votação eletrônica no Conselho Mundial do Esporte a Motor.

A FIA informou que “um esforço significativo foi investido para encontrar uma solução para a questão da relação de compressão”, e que foi alcançado um compromisso: “A relação de compressão será controlada tanto em condições quentes quanto frias a partir de 1º de junho de 2026, e, posteriormente, apenas nas condições operacionais a partir de 2027.”

A proposta inicial da FIA era fazer a verificação da conformidade “não apenas em condições ambientes, mas também a uma temperatura representativa de operação de 130 graus Celsius” a partir de 1º de agosto. Esse prazo cobriria mais da metade da temporada de 24 corridas antes que qualquer alteração fosse implementada.

A Mercedes fornece seus motores V6 para quatro das 11 equipes da F1 — a McLaren, campeã, além de sua própria equipe, Williams e a Alpine, de propriedade da Renault.

Os outros fabricantes incluem a Red Bull, que agora fabrica seus próprios motores e os fornece para a Racing Bulls, a Audi, a Honda (Aston Martin) e a Ferrari, que também abastece a Haas e a novata Cadillac.

A relação de compressão dos motores é limitada pelos regulamentos a 16:1, medida em condições frias. Embora todos os motores cumpram esse requisito, suspeita-se que a Mercedes tenha obtido uma vantagem significativa ao expandir a relação quando o motor está aquecido.

“A introdução dos regulamentos de 2026 representa uma das maiores mudanças nos regulamentos da F1 em tempos recentes”, declarou a FIA.

“Todas as partes reconhecem que, com a introdução de mudanças tão significativas, há aprendizados coletivos a serem extraídos dos testes de pré-temporada e das primeiras corridas do campeonato de 2026.”

A FIA também informou que outras emendas aos regulamentos esportivos e financeiros foram aprovadas.

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Fonte : CNN

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