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Os impactos da poluição do ar, causada pela camada de ozônio, são documentados há décadas, principalmente quando relacionados aos efeitos sob seres humanos. Porém, um novo estudo apontou que insetos, como formigas, também são atingidos de maneira profunda.

Segundo pesquisa realizada por uma equipe do Instituto Max Planck de Ecologia Química, na Alemanha, quando expostas aos poluentes atmosféricos, as formigas deixam de reconhecer companheiros e passam a agir com mais agressividade.

Para o estudo, foram analisadas seis espécies de formigas diferentes, pertencentes às subfamílias Formicinae, Myrmicinae e Dorylinae.

Conforme aponta o estudo, as formigas possuem hidrocarbonetos cuticulares (CHCs) que desempenham um papel importante no reconhecimento de companheiras de ninho e na divisão de trabalho.

A composição qualitativa dos perfis de CHC geralmente é específica da espécie, enquanto entre colônias da mesma espécie a quantidade de compostos individuais do perfil pode variar drasticamente. Perfis específicos da colônia permitem que as formigas distingam efetivamente suas companheiras de ninho de indivíduos de outras colônias.

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Neste caso, elas alcançam diversidade em seus perfis de CHC por meio de modificações bioquímicas, como ramificações metílicas ou a adição de ligações duplas carbono-carbono, resultando em alcenos.

Como a ligação dupla é um alvo para agentes oxidantes, o reconhecimento de companheiras de ninho e a divisão de trabalho em formigas pode ser comprometido pelo aumento dos níveis de poluentes oxidantes devido ao Antropoceno.

Ainda segundo a pesquisa, além dos riscos dentro das colônias, por conta dos papéis vitais para o controle de pragas e a polinização, a interrupção da comunicação química entre as formigas também pode causar efeitos em cascata nos ecossistemas.

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Fonte : CNN

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