O chefe de polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, alertou os iranianos de que qualquer pessoa que for às ruas protestar “será tratada não como manifestante, mas como inimiga”.
“As forças de segurança estão com o dedo no gatilho”, disse Radan na TV estatal na noite de terça-feira (10).
Em janeiro, manifestações antigovernamentais em massa se espalharam pelo Irã em uma onda de agitação nacional que foi brutalmente reprimida pelas forças de segurança iranianas.
Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que o povo iraniano não deveria protestar enquanto os ataques americanos e israelenses no Irã estiverem em andamento, mas afirmou que “chegará um momento” em que o presidente Donald Trump ou o povo iraniano determinarão que “é a hora de aproveitar essa vantagem” e se rebelar contra o governo.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
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Fonte : CNN