Após ser anunciado pelo Flamengo, Leonardo Jardim concedeu sua primeira entrevista coletiva como técnico do time rubro-negro na tarde desta quinta-feira (5), no CT Ninho do Urubu. Acompanhe abaixo.
Aos 51 anos, Jardim terá sua segunda experiência no futebol brasileiro. Em 2025, dirigiu o Cruzeiro, mas optou por deixar o clube ao término da última temporada, apesar do desejo da direção em mantê-lo. O profissional alegou questões pessoais na época.
A direção quer que o português já comande o time na final do Carioca contra o Fluminense, no domingo (8), no Maracanã.
Acompanhe as principais respostas
- “O Flamengo é um clube de nível mundial e está no topo dos clubes no mundo. É uma grande motivação estar aqui, ser o treinador da nação. Quero continuar a conquistar, porque vivemos de títulos e resultados.”
- “Sabemos que temos confrontos importantes, o primeiro já neste fim de semana. As primeiras impressões dos jogadores são boas, muito abertos ao trabalhos e com atitude. Temos reunindo condições para dar continuidade ao que fizemos ano passado e buscar mais conquistas.”
- “Acho que um bom jogo para estrear. Contra um rival, e com certeza queremos ser dominantes e ganhar esse jogo. Eu conheço o Fla-Flu, conheço a rivalidade e a competição entre os clubes.”
- “Agradecer ao Flamengo, presidente e Boto. Me honra bastante vestir o manto e treinar o clube como Flamengo, que é o melhor das Américas. Vou propor o que sempre fiz na vida: cumprir os objetivos do clube, que é ganhar e trazer um futebol que agrada nossos torcedores.”
- “Me sentia muito bem em BH, acreditava em um projeto a médio-longo prazo, mas a vida nos cria algumas surpresas e tive problemas na ordem pessoal e familiar. Existia algumas ideias diferentes do que eu acreditava na estrutura, mas eu acreditava que o projeto seria a longo prazo e terminou mais cedo do que eu pensava no Cruzeiro. Fui um pouco ingênuo, mas às vezes a emoção nos faz tirar algumas palavras infelizes. O capítulo do Cruzeiro passou e estou totalmente focado no Flamengo.”
- “Tenho uma proximidade com o Filipe e liguei. Disse: ‘Filipe, com certeza não quer falar muito.’ Na mensagem dizia: ‘Se não fosse o Jardim, ia vir outra pessoa. Na decisão da sua saída, eu não tive interferência nenhuma. Nossa relação do meu lado é a mesma.’ Ele está entrando em um processo e tem que fazer o trabalho dele. Falei com o Filipe de forma madura e acho que isso não inviabiliza a relação que criamos.”
- “Minha forma de viver o futebol e trabalhar eu dou sempre importância ao elenco que tenho e às características. Temos um DNA e o elenco está formado desta forma. Não vamos alterar mesmo que eu acredite em outras coisas. Vamos tentar impor algumas ideias, mas sei o que foi o Flamengo no ano passado e queremos manter essas características.”
- “Já deixei alguns trabalhos por decisão pessoal porque não fico em lugar só por salário. Eu vejo o futebol como trabalho, e tem que ser da forma que eu acredito. Tenho que ter minha identidade. Tive dois clubes que fiquei muitos anos, que me deram liberdade de trabalhar. Sei que no projeto do Flamengo só as vitórias podem prolongar a nossa estadia e por isso temos que trabalhar.”
- “Trabalhamos diariamente, temos que estar próximo com quem trabalha no futebol. A minha condição é ser treinador, em primeiro lugar, mas não só escalar a equipe, mas também ver alguns processos. Não é só escalar, temos que fazer encaixes para que o resultado final, que é o jogo, seja o melhor.”
- “Algumas das ideias do Filipe vão continuar. Em alguns momentos temos que jogar em transição, em outros temos que ter a posse. Temos que jogar mais baixo, em outros momentos marcar mais alto.”
- “Minha passagem já estava marcada há dois meses e meio para vir a Minas Gerais. Como vocês sabem, entramos em contato também em 2020 quando o Jorge Jesus saiu. Venho para o Flamengo, que tem essa dimensão, com a ambição de conquistar todos os títulos.”
- “No futebol não tem tempo, todos já tiveram mudanças, não tem tempo para lamentar. Todos são responsáveis, não só os treinadores. Os jogadores de alto nível estão preparados para passar por isso e seguir no auge.”
- “O carinho (com o Cruzeiro) não mudou, é só falar com o Pedrinho, que é torcedor e dono do clube sobre minha relação. O carinho é o mesmo, a amizade é a mesma, muitas pessoas me mandaram mensagem felicitando sobre a volta ao Brasil.”
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Fonte : CNN