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Se a felicidade fosse uma modalidade olímpica, os países nórdicos teriam lugar garantido no pódio. Na verdade, nos três lugares do pódio.

Segundo a última edição do Relatório Mundial da Felicidade, os três países mais felizes do mundo são Finlândia, Islândia e Dinamarca. O Brasil aparece mais abaixo na lista, em 32º lugar.

A Finlândia foi eleita o país mais feliz do mundo pela nona vez consecutiva, um recorde.

A Islândia ficou em segundo lugar e a Dinamarca em terceiro, segundo o ranking elaborado pelo Centro de Pesquisa do Bem-Estar da Universidade de Oxford e incluído no relatório anual sobre a felicidade global.

A Costa Rica teve um ótimo desempenho, conquistando o quarto lugar (a melhor posição já alcançada por um país da América Latina), mas logo em seguida, os países nórdicos voltam a dominar o ranking, com a Suécia e a Noruega ocupando o quinto e o sexto lugares, respectivamente.

Outros três países europeus ficaram na lista dos 10 primeiros: Holanda em 7º lugar, Luxemburgo em 9º e Suíça em 10º.

Israel, o único país do Oriente Médio entre os 20 primeiros, conquistou o 8º lugar.

Os Estados Unidos estão em 23º lugar este ano, enquanto o Canadá ficou em 25º e o Reino Unido em 29º. Este é o segundo ano consecutivo em que nenhum dos países de língua inglesa nativa (EUA, Nova Zelândia, Irlanda, Austrália, Canadá ou Reino Unido) aparece entre os 10 primeiros.

Veja o top 10 de países mais felizes em 2026:

  • Finlândia
  • Islândia
  • Dinamarca
  • Costa Rica
  • Suécia
  • Noruega
  • Países Baixos
  • Israel
  • Luxemburgo
  • Suíça

Como é determinada posição no ranking?

Para determinar o ranking, a Pesquisa Mundial Gallup pede aos entrevistados em 147 países que avaliem suas vidas usando a imagem de uma escada, com a melhor vida possível sendo 10 e a pior possível sendo 0. Cada entrevistado fornece uma resposta numérica nessa escala, conhecida como Escada de Cantril.

Os pesquisadores analisam seis fatores, incluindo PIB per capita, expectativa de vida, generosidade e percepções de liberdade e corrupção, para ajudar a explicar as variações entre os países.

A classificação é baseada em uma média de três anos, que suaviza os picos e quedas ocasionados por grandes eventos, como guerras ou crises financeiras.

Os finlandeses relataram uma pontuação média de 7,764 para avaliar sua satisfação com a vida.

O profundo compromisso da Finlândia com a cooperação ajuda a explicar sua permanência no topo do ranking, disse John F. Helliwell, professor emérito de economia da Universidade da Colúmbia Britânica e editor fundador do Relatório Mundial da Felicidade, em entrevista.

“Sociedades bem-sucedidas cooperam diante da adversidade”, afirmou ele. “Os finlandeses sabem disso. E quando se tem a sensação de que se está junto nessa, não há limites para o que se pode alcançar.”

Em comparação, os entrevistados dos EUA tiveram uma avaliação média de satisfação com a vida de 6,816.

Crise na felicidade da juventude

Os autores do relatório começaram a prestar atenção ao que consideram uma crise na felicidade dos jovens, mencionada pela primeira vez no ranking de 2024.

Na edição mais recente, a pesquisa constatou que as avaliações de vida entre os entrevistados com menos de 25 anos nos EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia caíram quase um ponto inteiro na escala de 0 a 10 na última década, uma queda drástica, especialmente porque a satisfação média dos jovens no resto do mundo aumentou, segundo dados da Gallup World Poll.

“Essa é uma queda impressionante no bem-estar dos jovens”, falou Helliwell. “Um dos culpados, especialmente nos EUA, é a extensão e a natureza do uso das mídias sociais.”

Mas, alerta a pesquisa, “emoções negativas estão se tornando mais comuns em todas as regiões do mundo”.

Apenas três dos seis países de língua inglesa figuraram entre os 20 primeiros, apesar de estarem entre os países mais ricos do mundo.

A Nova Zelândia obteve o melhor resultado, ficando em 11º lugar, seguida pela Irlanda em 13º e pela Austrália em 15º.

O consumo de internet é alto em praticamente todos os lugares, incluindo as redes sociais, segundo a pesquisa.

Mas um fator crucial na queda acentuada da felicidade entre os jovens, segundo os pesquisadores, é o número de horas que eles passam consumindo redes sociais ou jogando videogames.

E embora especialistas afirmem que é importante limitar o tempo gasto na internet em geral, algumas formas de passar o tempo online são mais saudáveis ​​do que outras, incluindo se comunicar com entes queridos e aprender novas habilidades.

Nesse sentido, Helliwell relatou que o uso de redes sociais é alto entre os jovens latino-americanos, mas seu bem-estar é forte e crescente.

Ele apontou para “a maneira como você usa as redes sociais” e acrescentou que uma questão fundamental é “se elas são realmente redes sociais ou antissociais”.

Um certo nível de consumo de internet e redes sociais não é necessariamente negativo, disse ele, acrescentando: “Parece haver um ponto ideal”.

“Você não quer ficar totalmente desconectado, mas também não quer ficar conectado demais”, afirmou ele. “Com a internet, tudo em excesso faz mal.”

Panorama do bem-estar global é complexo

Algumas tendências não são necessariamente surpreendentes ou novas, independentemente do impacto das redes sociais.

Os países no final do ranking são frequentemente aqueles onde há conflitos geopolíticos significativos. Por exemplo, o Afeganistão ficou em último lugar, na posição 147, precedido por Serra Leoa.

E os países ricos tenderam a continuar a ter um bom desempenho, mesmo que alguns dos mais ricos não tenham ficado entre os 20 primeiros. Os Emirados Árabes Unidos aparecem na posição 21 e a Arábia Saudita conquistou a posição 22, logo à frente dos EUA.

No entanto, o panorama emergente da felicidade é complexo e, embora haja muitos fatores a serem considerados, a migração para meios digitais de produção e consumo de informação é fundamental.

“A era digital está remodelando os fundamentos sociais e emocionais do bem-estar na Europa”, declarou Zeynep Ozkok, economista da Universidade St. Francis Xavier, em um comunicado que acompanhou o ranking.

“Os efeitos não são uniformes nem inevitáveis: dependem de quem você é, do mundo social em que vive e do ambiente digital que o rodeia. Compreender essas interações é essencial para o desenvolvimento de políticas que apoiem o bem-estar numa sociedade cada vez mais online.”

No final da lista

O Afeganistão permaneceu como o país menos feliz do mundo, em 147º lugar, de acordo com o ranking.

Os outros países na parte inferior da lista são: Botsuana (143º), Zimbábue (144º), Malaui (145º) e Serra Leoa (146º).

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Fonte : CNN

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