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O IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) registrou queda maior do ​que o esperado, de 0,42% ​em fevereiro, depois de subir 0,29% no mês anterior, com o recuo nos preços ao produtor compensando a alta mais intensa na inflação ao consumidor.

Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses deflação de 2,25%, de acordo com ⁠os dados divulgados nesta ​sexta-feira (13) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

A expectativa em pesquisa ​da Reuters para a leitura mensal era de queda de ⁠0,12%.

O IPA-10 (Índice de Preços ao ⁠Produtor Amplo), que mede a variação dos preços ​no ‌atacado e responde por 60% do índice geral, passou ⁠a cair 0,80% em fevereiro, depois de subir 0,24% no mês anterior.

“A queda do IPA foi determinada principalmente pelo comportamento das Matérias-Primas ‌Brutas, ⁠cuja taxa ‌passou de 0,48% para -2,20%, influenciada sobretudo pelo recuo de importantes commodities, como soja em grão e minério de ferro”, explicou ⁠Matheus Dias, economista do FGV ⁠IBRE.

Por outro lado, o IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor), que responde por 30% ‌do índice geral, registrou alta de 0,50% no mês, depois de avançar 0,39% em janeiro.

O resultado refletiu “principalmente os reajustes sazonais no grupo Educação, típicos do início do ano letivo, ‌além das altas em Transportes e Habitação, impulsionadas por gasolina e condomínio residencial”, completou Dias.

Em fevereiro, os custos de ⁠Educação tiveram alta de 1,51%, enquanto Transportes subiu 0,93% e Habitação avançou 0,34%.

O INCC-10 (Índice Nacional de Custo da Construção), por ​sua vez subiu 0,47% em fevereiro, repetindo a mesma taxa ​de janeiro.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de ‌referência.

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Fonte : CNN

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