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O Irã está entre os maiores produtores mundiais de ureia, matéria-prima essencial na fabricação de fertilizantes utilizados em culturas como milho, trigo, cana-de-açúcar, café e hortaliças. A ureia também tem aplicação na indústria química e na alimentação animal.

O Oriente Médio responde por mais de 40% das exportações globais de ureia. Em 2024, a produção iraniana foi estimada em aproximadamente 9 milhões de toneladas, das quais cerca de metade destinada ao mercado externo. Entre os principais destinos da ureia iraniana estão Turquia, Brasil e África do Sul.

O Brasil importou cerca de 7,7 milhões de toneladas de ureia in 2025. Nigéria, Rússia e Omã figuram entre os principais fornecedores. De acordo com a consultoria Argus, parte dos volumes registrados como originários de Omã pode incluir cargas provenientes do Irã, o que pode gerar distorções estatísticas nos dados comerciais.

A produção de ureia depende diretamente do gás natural, utilizado na fabricação da amônia, base do fertilizante. Por isso, oscilações nos preços do petróleo e do gás podem influenciar o custo do insumo.

Desde meados de dezembro, a produção iraniana de ureia opera de forma parcial devido a cortes no fornecimento de gás natural, situação recorrente no inverno, quando parte do insumo é direcionada ao aquecimento residencial. Segundo a Argus, cerca de 450 mil toneladas deixaram de ser produzidas desde então.

O mês de fevereiro, contudo, não concentra volumes expressivos de compras de fertilizantes nitrogenados no mercado brasileiro. Assim, eventuais impactos mais significativos sobre preços e abastecimento tendem a ocorrer caso as restrições no estreito se prolonguem.

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Fonte : CNN

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