O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou durante uma visita à capital húngara, Budapeste, nesta segunda-feira (16), que será difícil chegar a um acordo com o Irã, pois o país é governado por clérigos e “toma decisões políticas com base em pura teologia”.
“Olha, fazer um acordo com o Irã não é fácil, eu disse isso ontem e repito hoje. Precisamos entender que o Irã é governado, em última instância, e suas decisões são influenciadas por clérigos xiitas — clérigos xiitas radicais, ok? Essas pessoas tomam decisões políticas com base em pura teologia, é assim que elas decidem”, disse o secretário.
Rubio, que também atua como conselheiro de segurança nacional de Trump, estava na segunda etapa de uma viagem de dois dias pela Europa Central, visitando a Eslováquia e a Hungria, cujos líderes conservadores têm relações estreitas com Trump e são críticos da União Europeia.
Os Estados Unidos e o Irã retomaram as negociações no início deste mês, na esperança de resolver a disputa sobre o programa nuclear iraniano, que Washington, Israel e outros países ocidentais acreditam ter como objetivo a construção de armas nucleares. Teerã nega essa acusação.
Rubio falou enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã se reunia com o chefe da agência nuclear da ONU em Genebra, nesta segunda-feira (16), antes das negociações, com poucos sinais claros de compromisso dos dois lados em meio a um aumento da presença militar americana.
Washington, que se juntou a Israel em uma onda de ataques aéreos contra o Irã em junho, ordenou o envio de um segundo grupo de ataque de porta-aviões para o Oriente Médio no mais recente confronto com Teerã, além de outros navios de guerra e aeronaves que já foram mobilizados.
Os EUA têm buscado expandir o escopo das negociações para questões não nucleares, como o arsenal de mísseis do Irã. Teerã afirma que só está disposta a discutir restrições ao seu programa nuclear em troca do alívio das sanções e não aceitará o enriquecimento zero de urânio.
O país diz que suas capacidades de mísseis estão fora de questão.
source
Fonte : CNN