Carlos Fávaro destacou os avanços nas relações comerciais do agronegócio brasileiro e as expectativas para o Plano Safra 2026 durante sua participação na estreia do programa CNN Agro News.
Segundo Fávaro, desde o início do atual governo, já foram abertos 537 novos mercados para produtos agropecuários brasileiros, ampliando significativamente o portfólio de exportações do país, que hoje inclui não apenas commodities tradicionais como milho, algodão e carnes, mas também frutas, feijões e rações.
Um dos destaques da entrevista foi a próxima viagem oficial à Índia e Coreia do Sul, que contará com a participação de aproximadamente 400 empresários brasileiros. “Na agropecuária, nós estamos focados basicamente na abertura do mercado de pulses, feijões para a Índia. Está bastante avançado essas negociações e eu quero crer que o resultado será positivo”, afirmou Fávaro. Já na Coreia do Sul, o foco será a abertura do mercado para a carne bovina brasileira.
Acordo Mercosul-União Europeia
Sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, Fávaro demonstrou otimismo, destacando que após mais de 25 anos de negociações, o acordo finalmente foi concretizado. “Eu quero olhar pelo meio copo cheio, as oportunidades abertas. A agropecuária brasileira, a agropecuária do Mercosul, será um dos grandes beneficiados desse acordo”, declarou.
Questionado sobre a aplicação provisória do acordo antes da ratificação completa por todos os países envolvidos, Fávaro mencionou que alguns países europeus já demonstram interesse em iniciar as negociações comerciais. “As oportunidades são recíprocas, eles serão bastante beneficiados em alguns setores também”, explicou.
Plano Safra 2026
Quanto ao Plano Safra para 2026, Fávaro afirmou que o planejamento já começou a ser construído e deverá seguir a tendência de recordes sucessivos dos últimos três anos. “É compromisso do presidente Lula, planos safras recordes sucessivos. Tenho certeza que não será diferente em 2026”, garantiu.
Fávaro reconheceu que o setor enfrenta uma crise de crédito e baixa renda, o que dificulta o acesso aos recursos disponibilizados. Segundo ele, o que tem gerado dificuldades são “uma onda de recuperações judiciais indiscriminadas no agro” e as altas taxas de juros. No entanto, mostrou-se otimista com a perspectiva de queda nas taxas básicas de juros, o que deve facilitar a liberação de crédito.
“Nós vamos trabalhar com a perspectiva da queda das taxas básicas de juros no Brasil. O presidente do Banco Central já está falando isso e isso deve facilitar e a gente deve ter um plano safra 2026-2027 mais fluido e com mais dinheiro à disposição dos produtores”, concluiu Fávaro, que também mencionou planos para modernizar o seguro rural, considerado fundamental diante das mudanças climáticas.
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Fonte : CNN