Famílias em Beirute, no Líbano, ficaram desalojadas e sem casa após o aumento da tensão entre Israel e o grupo militante Hezbollah.
Imagens da Reuters desta sexta-feira (6) mostram as pessoas dormindo nas ruas e reunidas perto de uma fogueira, na Praça dos Mártires, no centro da capital.
Área também está tomada por várias crianças brincando e mulheres mais velhas sentadas na rua e no chão.
“Estamos dormindo aqui nas ruas — alguns dormem nos carros, outros na rua, outros na praia. Estamos sem casa”, disse Jamal Seifeddin, um libanês que está desalojado.
Ainda, o homem afirmou que ninguém trouxe cobertores para as pessoas no local. “Nos deslocaram e nós fomos embora. É isso que chamam de deslocamento. Nunca dormi no chão assim na minha vida. Fui obrigado a dormir assim. Ninguém sequer trouxe um cobertor; disseram ‘amanhã, depois de amanhã’.”
A estudante universitária, Sarah Moussal, disse que a situação é “inaceitável”. “Honestamente, como libaneses, o que mais confunde é que não sabemos de que lado ficar — não podemos estar nem com um lado nem com o outro. Ambos, como dizem, são mais opressores um que o outro, oprimindo nós, libaneses. Por isso as pessoas não encontram consolo para o que está acontecendo”, comentou.
Entenda o caso
O aumento da tensão entre Hezbollah e Israel escalou após os ataques do país e dos Estados Unidos ao Irã, no último final de semana.
Na madrugada desta sexta-feira (6), Israel realizou novos bombardeios em Dahieh, subúrbio ao sul de Beirute considerado um reduto do Hezbollah.
Os ataques ocorreram após o Exército israelense anunciar, na quinta-feira (5), que havia iniciado operações contra infraestruturas do grupo na capital libanesa.
Uma autoridade da ONU para refugiados afirmou que cerca de 96 mil pessoas estão em abrigos em 441 instalações coletivas no Líbano, segundo a Reuters.
Já o Ministério da Saúde libanês informou que 102 pessoas foram mortas em ataques israelenses, sendo que os números não distinguem entre civis e combatentes. O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), afirmou na quarta-feira (4) que sete crianças foram mortas.
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Fonte : CNN