A exposição “Alquimia Contemporânea” apresenta trabalhos dos artistas Alex Rocca e Luiz Eduardo Rayol na WG Galeria, em São Paulo. A mostra propõe um diálogo entre as produções dos dois criadores a partir de suas trajetórias ligadas ao design e ao uso de materiais considerados milenares, como pedras, vidro, madeira e metais.
A abertura acontece em 7 de março e integra a programação da DW! Semana de Design de São Paulo, evento que completa 15 anos e se consolidou como um dos principais encontros dedicados ao design e às artes visuais no Brasil. A exposição explora diferentes perspectivas sobre materialidade e transformação, partindo da simbologia das pedras como elemento artístico e conceitual.
Com curadoria de Rejane Cintrão, a mostra propõe uma reflexão sobre o papel da arte no presente e capacidade de dialogar com o espírito do tempo. A curadora destaca que, apesar de viverem em cidades diferentes, os dois artistas compartilham experiências anteriores no universo do design e utilizam pedras como ponto de partida para suas criações.
Esses materiais naturais, formados por minerais ou vidro vulcânico, inspiram investigações visuais que conectam memória, transformação e linguagem contemporânea.
Artista visual e designer têxtil, Alex Rocca desenvolve pesquisas que exploram materialidade, memória e permanência. O trabalho dele combina diferentes elementos, como vidro, cerâmica, fibras e metais, criando composições que transitam entre arte contemporânea e técnicas artesanais.
As obras dele também dialogam com cosmologias afro-diaspóricas e tradições culturais ligadas à espiritualidade, ao território e ao corpo. Para desenvolver as peças apresentadas na exposição, Rocca buscou referências em suas origens africanas e nas joias crioulas, incorporando formas, cores e técnicas associadas a essas tradições.
Pintor e escultor nascido no Rio de Janeiro, Luiz Eduardo Rayol desenvolve obras que exploram temas como vida, morte e cosmos. Em sua produção, o artista busca traduzir emoções e pensamentos por meio de instalações e esculturas que utilizam materiais pouco convencionais.
A relação com as pedras surgiu ainda na adolescência, após a morte da mãe dele. A partir desse momento, Rayol começou a colecionar esses objetos naturais, que passaram a ocupar papel central em sua produção artística. Nas obras apresentadas na exposição, as pedras aparecem como personagens e elementos estruturais de grandes instalações.
Ao explorar pedras, metais, tecidos e elementos orgânicos, “Alquimia Contemporânea” sugere uma reflexão sobre transformação, memória e o papel da arte na interpretação do mundo atual. A mostra também destaca a influência do design na formação dos dois artistas, evidenciando como essa experiência molda suas abordagens estéticas e conceituais.
Além de apresentar as obras ao público, a exposição também disponibiliza as peças para comercialização.
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Fonte : CNN