O ex-modelo internacional Álvaro Jacomossi Júnior foi denunciado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo. Além disso, de acordo com as informações divulgadas nesta segunda-feira (9), também foi solicitada a conversão da prisão temporária em preventiva.
As investigações apontam que ele se dedicava ao fornecimento de entorpecentes para festas de alto padrão na região leste da Ilha de Santa Catarina, na Grande Florianópolis.
O caso começou a se desdobrar no dia 10 de fevereiro, quando a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão em uma pousada de propriedade do ex-modelo, localizada na Lagoa da Conceição.
No local, os agentes apreenderam quase 80 gramas de haxixe, pouco mais de 1 grama de cocaína, além de uma pistola calibre .380 sem registro, três carregadores (incluindo modelo alongado) e 35 munições.
Durante a primeira abordagem, Álvaro conseguiu evitar o flagrante após fugir. Ele saltou da janela do último pavimento do imóvel e fugiu em direção a uma área de mata nas imediações.
Após o episódio, o ex-modelo passou a ser monitorado por agentes da Decod (Delegacia de Combate às Drogas). Ele permaneceu foragido por 11 dias, até ser surpreendido e preso no dia 21 de fevereiro, no bairro Barra da Lagoa.
No momento da prisão, o suspeito, que estava acompanhado da companheira, tentou resistir, mas foi contido pelos policiais com o apoio da Guarda Municipal. No veículo que ele conduzia, foi encontrada mais uma pequena porção de haxixe.
Produção artesanal e histórico criminal
De acordo com a promotora de Justiça Isis Pereira Mendes, o material coletado no inquérito reforça a suspeita de uma operação contínua de tráfico. Foram reunidas imagens de porções de entorpecentes já embaladas para venda e vídeos que indicam a produção artesanal de haxixe.
O MPSC também sustenta que a arma de fogo encontrada era utilizada para resguardar a atividade ilícita, pois ficava guardada no mesmo local das drogas.
A Polícia Civil identificou um comportamento violento com registros de fugas reiteradas e violência contra agentes de segurança.
O Ministério Público ressaltou ainda que o ex-modelo possui condenações anteriores por outros crimes, incluindo tráfico internacional de armas, o que evidencia o risco de reiteração criminosa e justifica o pedido de prisão preventiva.
A denúncia do MPSC foi apresentada à Vara de Garantias da Comarca da Capital com base nos crimes previstos na Lei de Drogas e no Estatuto do Desarmamento.
A Justiça catarinense ainda deve se manifestar sobre o recebimento formal da denúncia e sobre o pedido para manter o ex-modelo preso preventivamente.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
source
Fonte : CNN