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O ex-marido de Amy Winehouse (1983-2011), Blake Fielder-Civil, relembrou detalhes sobre a morte da cantora ao participar na segunda-feira (16) do podcast “We Need To Talk”. Durante a conversa, ele rebateu acusações de que teria sido o responsável pela tragédia e revelou como soube da notícia.

Eles se conheceram em 2005 e se casaram em 2007, rompendo a relação dois anos depois. O ex-marido da artista se casou posteriormente com Sarah Aspin, com quem teve dois filhos.

Em 2011, a cantora foi encontrada morta em sua casa em Londres após sofrer uma intoxicação alcoólica, segundo revelaram as investigações. Na época, Blake passou a ser acusado como uma má influência para a cantora e de levá-la para as drogas.

“Eu sei que muitas pessoas, especialmente quem acompanhava a mídia há vinte anos, poderiam achar que a morte de Amy foi minha responsabilidade. Mas eu nunca fugi de nenhuma responsabilidade. Se eu tivesse feito algo, eu teria me entregado. Mas eu estou em paz com minha parte”, disse ele.

Blake acrescentou: “Mas há outro fator para além da parte de cada: Amy tinha autonomia. E dizer isso não é de forma alguma desrespeitá-la, mas Amy fez o que queria fazer e, mesmo sabendo que a bebida estava começando a prejudicá-la, ela continuou.

O ex-marido da cantora também afirmou durante o podcast que Amy usava cocaína antes deles se conhecerem. “Não é justo com as pessoas que me amam acreditar em mentiras. Amy tinha começado a experimentar cocaína com o ex-parceiro dela”.

“Sabia que Amy tinha experimentado drogas e não tinha nada a ver comigo. A heroína, como eu disse, experimentei digamos, dez vezes, fumei durante um período de seis meses com alguns amigos. Era essa minha posição em relação a isso. Mas sim, a primeira fez que ela fez isso foi comigo e provavelmente foi minha sexta vez”, contou.

Mesmo sendo acusado na época pelos fãs da cantora, Blake reforçou que nunca incentivou a cantora a usar drogas. “Eu não estava pensando que ela se tornaria viciada em drogas. Não havia nenhum elemento destrutivo nisso. Era mais como: ‘Você quer experimentar isso?’. Amy nunca, jamais, chegou ao ponto de usar drogas injetáveis por via intravenosa”.

Como soube da morte

Blake Fielder-Civil afirmou que quando Amy Winehouse morreu, ele estava detido na HMP Leeds, cumprindo pena por roubo doméstico e porte ilegal de arma de fogo. Ele revelou que na época, conversava com a cantora sobre uma possível reconciliação.

“Na semana em que Amy faleceu, eu estava na prisão, infelizmente. Ainda estávamos conversando muito sobre a possibilidade de nos reconciliarmos. Então, eu diria que o momento definitivo em que percebi que isso não ia acontecer foi quando me disseram que ela havia falecido“, disse.

Ele acrescentou: “Não estou dizendo: ‘Ah, se Amy estivesse viva, agora, estaríamos juntos’. Não estou dizendo isso, eu tenho uma vida agora, estou apaixonado, feliz. No entanto, não tenho dúvidas em afirmar que ainda estaríamos presentes na vida um do outro agora”.

“Quando me disseram [sobre a morte], meu primeiro pensamento foi: este é o meu pior pesadelo, não é verdade. Meu cérebro tentar assimilar a idea de que seria um boato. E aí me mostraram um link da BBC, e obviamente eu fiquei mais consciente naquele momento, mas minhas cabeça começou a girar imediatamente, contou.

“Meu colega de cela na época era um cara muito gente boa. Ele tinha visto a notícia e me deu um abraço. Na hora, eu desabei em lágrimas. Ele também começou a chorar. Esse foi o único consolo que encontrei naquele momento ao perder essa parte enorme da minha vida, uma parte importante do meu coração. Alguém que eu nunca mais veria, nunca mais ouviria falar, nada. Foi demais”, desabafou.

O relacionamento com Fielder-Civil inspirou alguns sucessos conhecidos da cantora como “You Know I’m No Good” e “Back to Black”.

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Fonte : CNN

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