Os advogados que representam o ex-embaixador britânico nos EUA, Peter Mandelson, que tem sido alvo de críticas por seus laços com Jeffrey Epstein, disseram que sua prisão resultou de uma “sugestão infundada” de que ele pretendia deixar o país e se estabelecer no exterior.
Mandelson, de 72 anos, foi libertado da custódia policial na terça-feira (24), após ter sido preso pela Polícia Metropolitana de Londres sob suspeita de má conduta em cargo público.
Ele foi demitido do cargo mais prestigioso do serviço diplomático britânico em setembro, quando a profundidade de sua amizade com o criminoso sexual condenado começou a ficar evidente.
A polícia iniciou este mês uma investigação criminal contra Mandelson depois que o governo do primeiro-ministro Keir Starmer repassou comunicações entre o ex-embaixador e Epstein.
“A prisão foi motivada por uma alegação infundada de que ele estaria planejando deixar o país e fixar residência permanente no exterior”, afirmou o escritório de advocacia Mishcon de Reya em um comunicado em nome de Mandelson. “Não há absolutamente nenhuma verdade em tal alegação.”
Na declaração, a Mishcon de Reya afirmou que Mandelson foi preso apesar de um acordo com a polícia para que ele comparecesse a um depoimento voluntário no mês seguinte, e que havia solicitado às autoridades provas para justificar a prisão.
Na quarta-feira (25), o presidente da Câmara dos Comuns, Lindsay Hoyle, disse ter repassado informações à polícia, mas não especificou o que havia dito.
“Para evitar qualquer especulação imprecisa, gostaria de confirmar que, ao receber informações que considerei relevantes, as repassei à Polícia Metropolitana, de boa-fé, como é meu dever e responsabilidade”, disse Hoyle ao parlamento.
A prisão de Mandelson significa que a polícia suspeita que um crime foi cometido, mas não implica em culpa. Mandelson já havia declarado que se arrependia “profundamente” de sua associação com Epstein.
“A principal prioridade de Peter Mandelson é cooperar com a investigação policial, como tem feito ao longo de todo o processo, e limpar seu nome”, disseram seus advogados.
Na terça-feira (24), a ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, disse à Sky News que Mandelson jamais deveria ter sido nomeado embaixador nos Estados Unidos.
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Fonte : CNN