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Mais de 30% dos desligamentos registrados no sistema elétrico brasileiro estão associados a eventos climáticos extremos, como tempestades, ventos intensos e ondas de calor.

A empresa empresa de energia Isa, anunciou, em em conjunto com a Climatempo, uma parceria que mira a implantação de uma rede própria de estações meteorológicas em seu parque de ativos no Estado de São Paulo. A companhia é responsável por cerca de 95% da energia transmitida no estado.

A CNN Brasil teve acesso à informação de maneira antecipada.

Segundo dados da parceria, apenas 7% dos municípios do país contam com estações meteorológicas completas em operação, muitas delas com falhas recorrentes na coleta de dados.

A iniciativa prevê o monitoramento frequente das condições meteorológicas até 2030. O principal objetivo é ampliar a capacidade de antecipação, prevenção e resposta a eventos extremos que impactem diretamente a operação e a confiabilidade do sistema elétrico.

Situações como vendavais, incêndios florestais, ondas de calor, tempestades, deslizamentos, inundações e elevação do nível do mar serão continuamente monitoradas.

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Instalações meteorológicas

Segundo a companhia de energia, a parceria inclui a instalação inicial de quatro estações meteorológicas completas, alocadas estrategicamente no interior paulista, em torres definidas a partir de estudos técnicos.

“As mudanças climáticas já impactam diretamente a operação do setor elétrico no Brasil. A implantação de redes próprias de estações meteorológicas é um passo relevante para ampliar o conhecimento climático, expandir a cobertura e antecipar riscos operacionais”, afirma Bruno Isolani, diretor-executivo de Operações da Isa Energia Brasil.

Segundo o executivo, o número atual de estações meteorológicas no país ainda é insuficiente frente a dimensão do território nacional, o que reforça a necessidade de ampliar essa infraestrutura com apoio de tecnologia e dados científicos.

Ponto de monitoramento meteorológico • Isa Energia
Ponto de monitoramento meteorológico • Isa Energia

Evolução histórica

Já para a Climatempo, o desafio vai além da simples instalação de sensores.

Além do monitoramento em tempo real, o projeto prevê a reconstrução da série histórica de ventos desde 1980, a elaboração de relatórios anuais até 2030 e, por fim, a identificação dos trechos mais críticos das linhas de transmissão.

A iniciativa também faz parte de um plano mais amplo de adaptação da companhia elétrica, baseado em estudos que mapeiam riscos climáticos para os horizontes de 2030, 2040 e 2050.

Na avaliação da empresa, a incorporação de dados climáticos à operação é um passo estratégico para aumentar a resiliência do sistema elétrico diante da intensificação dos eventos climáticos extremos e garantir maior segurança no fornecimento de energia nos próximos anos.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

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Fonte : CNN

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