“Embora não haja relatos de feridos entre os militares americanos, a segurança dos cidadãos dos EUA no exterior continua sendo a maior prioridade do Departamento de Estado americano”, afirmou o departamento em um comunicado à imprensa.
“Essa decisão foi tomada por razões de segurança e operacionais, para proteger a segurança do pessoal, e foi feita após consulta ao governo do Kuwait”, disse um porta-voz do Departamento de Estado.
O fechamento total da embaixada demonstra o alto nível de risco enfrentado pelo pessoal americano no local. A embaixada foi atingida diversas vezes por drones supostamente iranianos.
O Departamento de Estado já havia suspendido todos os serviços consulares de rotina e ordenado a saída de funcionários não essenciais e seus familiares. É provável que o Departamento de Estado retire o restante do pessoal agora que a embaixada foi fechada.
A nota à imprensa aconselha os cidadãos americanos no Kuwait a “deixarem o país, se puderem fazê-lo em segurança, utilizando meios de transporte comerciais ou outras opções disponíveis”.
O comunicado dizia que os cidadãos americanos que “não puderem sair do país devem permanecer em casa”.
O comunicado afirma que cidadãos americanos “que necessitem de assistência emergencial, incluindo serviços consulares e informações sobre opções de saída disponíveis, podem entrar em contato com o Escritório de Assuntos Consulares do Departamento de Estado 24 horas por dia, 7 dias por semana, pelo telefone +1-202-501-4444 (do exterior) e +1-888-407-4747 (dos Estados Unidos e Canadá)”.
O secretário de Estado Marco Rubio conversou na quinta-feira com o ministro das Relações Exteriores do Kuwait, Sheikh Jarrah Jaber Al-Ahmad Al-Sabah, e “expressou gratidão ao ministro pela firme resposta do Kuwait aos ataques e ameaças do regime iraniano”.
“Eles também discutiram as operações em andamento dos EUA para combater essas ameaças, bem como outros desenvolvimentos na região”, segundo um comunicado do Departamento de Estado.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.
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Fonte : CNN