As negociações entre Estados Unidos e Irã tiveram “progressos significativos” nesta quinta-feira (26) em Genebra, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi.
O chanceler informou ainda que discussões técnicas sobre o programa nuclear iraniano estão agendadas para a próxima semana em Viena.
Albusaidi, que tem mediado as negociações, disse em uma publicação no X que as conversas “serão retomadas em breve, após consultas nas respectivas capitais”.
Ele também escreveu na publicação que está “grato a todos os envolvidos por seus esforços: os negociadores, a Agência Internacional de Energia Atômica e nossos anfitriões, o governo suíço”.
Entenda a tensão entre Irã e Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que “seja justo com todas as partes”.
O líder americano disse que enviou uma “grande frota” para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.
Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer “em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado”.
Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.
A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.
Trump alertou repetidamente que “atacaria com força total” se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava “pronto e armado”.
Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o “início de uma guerra”.
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Fonte : CNN