Seja quem for eleito presidente nas eleições deste ano, o próximo mandatário não irá enfrentar uma economia de “terra arrasada”, segundo o sócio-sênior do BTG Pactual, André Esteves.
“A gente está muito melhor do que parece sobre economia. O Brasil, seja quem for o próximo presidente no ano que vem, vai sentar na cadeira de uma maneira muito diferente do que foram os outros presidentes que fizeram bons governos”, ponderou Esteves, nesta quarta-feira (11), durante o CEO Conference, evento do próprio BTG.
“Se você olhar em 94, era terra arrasada; 2002 era terra arrasada; 2017, terra arrasada do lado econômico. Quem for sentar na cadeira ano que vem não vai ter terra arrasada“, pontuou.
O banqueiro avaliou que a “fotografia econômica” do Brasil é benigna quando se olha para as perspectivas de inflação, que o mercado vê caindo dos atuais mais de 4% acumulados em 12 meses para 3% no futuro próximo; para a tendência de queda dos juros, que devem começar a ser flexibilizados pelo BC (Banco Central) em março; para as reservas cambiais e os investimentos estrangeiros feitos no país; e o desemprego baixo.
Uma “última perna de ajuste” que Esteves destacou é a questão fiscal e a trajetória da dívida. “Economia não é um grande problema ou grande tema”, concluiu, reconhecendo uma dicotomia por parte da percepção de congressistas da oposição.
Onde o banqueiro de fato vê um problema é na “batalha silenciosa entre o Brasil institucional contra o não institucional”. Ele questionou a ampliação de atividades ilegais, por exemplo, no setor de combustíveis e como um banco da dimensão do Master pôde causar um rombo bilionário ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
“Tema sobre institucionalidade sem dúvida é o que a gente tem que melhorar”, ressaltou.
Olhando em retrospecto, observou como positivas as operações realizadas pela PF (Polícia Federal) na fiscalização de atividades paralelas à economia formal e o trabalho do BC (Banco Central) na regulação do sistema financeiro.
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Fonte : CNN