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A APS (Autoridade Portuária de Santos) tem R$ 2,6 bilhões em caixa reservados para fazer o aporte à PPP (Parceria Público-Privada) do túnel imerso Santos-Guarujá, conforme informou a estatal à CNN nesta terça-feira (17).

O pagamento ao grupo português Mota-Engil, que venceu leilão em setembro do ano passado e assinou contrato em janeiro, precisa ocorrer até o dia 31 deste mês.

Pelo formato da PPP, o setor público se comprometeu com uma contraprestação de aproximadamente R$ 5,2 bilhões.

Metade cabe ao governo de São Paulo e metade cabe à União, por meio da estatal responsável pelo Porto de Santos (SP). A concessionária complementa o valor restante do investimento total (R$ 6,8 bilhões).

Na segunda (16), a CNN mostrou que a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) ainda não conseguiu empréstimos federais pedidos para a sua parte do aporte.

O governo paulista recebeu uma negativa do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Depois, obteve um financiamento de quase R$ 2,6 bilhões do Banco do Brasil, mas o crédito ainda depende de aval do Tesouro Nacional.

Para evitar inadimplência contratual, caso o empréstimo não saia, o Palácio dos Bandeirantes já tem um decreto pronto para remanejar o orçamento para investimentos e redirecionar o valor para a PPP do túnel Santos-Guarujá.

A ligação entre os dois municípios litorâneos hoje é feita por balsas e por rodovia, com trajeto de aproximadamente 40 quilômetros.

Com a nova estrutura, o tempo cai de uma hora (rodovia) e 30 minutos (balsa) para menos de cinco minutos.

Com uma tecnologia inédita no país, o túnel será construído em módulos fabricados fora da água e posteriormente imersos no leito do porto. A previsão é que as obras gerem nove mil empregos diretos e indiretos.

O túnel está previsto para entrar em operação em 2031.

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Fonte : CNN

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