Weslley Lino

O prefeito de Jacaraú, Márcio Aurélio, poderá ser incluído na investigação sobre o assassinato do vereador Peron Filho. A informação foi confirmada pelo delegado seccional da Polícia Civil em Mamanguape, Sylvio Rabelo, o que motivou a remessa do caso ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) devido ao foro privilegiado do gestor.

De acordo com o delegado, a possível participação do prefeito no crime está sendo apurada. “O prefeito pode ser investigado, sim. É por isso que o procedimento subiu para o segundo grau. Não afirmamos que ele participou do crime, mas é estranho esse encontro mais de 20 dias depois da morte do vereador”, declarou Rabelo.

A investigação ganhou um novo rumo após o recebimento de uma denúncia anônima, 25 dias após o assassinato. A denúncia relatava uma reunião considerada suspeita, envolvendo o prefeito, dois secretários – já presos – e outros indivíduos sob investigação. O encontro, segundo o delegado, aconteceu em um local incomum, sem ligação com repartições públicas, o que despertou a atenção da equipe policial.

“Achamos estranho que essa reunião tenha acontecido em um local que foge ao normal. Não era prédio público, nem residência oficial. Nos aprofundamos e coletamos elementos que justificam o envio do procedimento ao TJ”, explicou Rabelo.

Os secretários Jeferson Carvalho e Antônio Fernandes, suspeitos de serem os mandantes do assassinato, estiveram presentes na reunião com o prefeito. Ambos estão detidos desde a operação policial desencadeada após o crime. As acusações contra eles incluem envolvimento com pistolagem e a obstrução da investigação, através da destruição de provas como celulares e dispositivos de gravação de câmeras de segurança.

O delegado Rabelo ressaltou que tanto o Ministério Público quanto o Judiciário concordaram com o encaminhamento do caso ao Tribunal de Justiça, dada a natureza do crime comum e o envolvimento de uma autoridade com foro privilegiado. A Polícia Civil permanece responsável pela condução da investigação na região de Mamanguape, agora sob a supervisão dos desembargadores do TJPB.

Fonte: politicadaparaiba.com.br

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