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A intensificação dos ataques entre Israel e Irã ameaça transformar o Oriente Médio em uma “terra arrasada”, com impactos que devem perdurar muito além do fim das hostilidades. A avaliação é de Ali Vaez, diretor do projeto Irã do International Crisis Group (ICG), que aponta a existência de um ciclo de escalada onde ambos os lados tendem a endurecer suas ofensivas.

“Certamente estamos em um ciclo de escalada, e é muito provável que vejamos ambos os lados intensificarem os ataques um contra o outro”, disse Ali Vaez à jornalista Rosemary Church, da CNN.

Quanto mais intensos forem os tiroteios e quanto mais prolongado for o conflito, afirmou Vaez, maior a chance de que as consequências “persistam” mesmo após um eventual cessar-fogo que possa ser estabelecido nos próximos dias e semanas.

“A menos que um dos lados decida recuar, a situação certamente vai piorar”, acrescentou.

 

Consequências

O conflito atual apresenta paralelos com a crise do petróleo de 1973, mas com potencial de danos amplificados devido à interconexão da economia moderna.

Especialistas alertam que o controle do Estreito de Ormuz pelo Irã — por onde circula 20% do petróleo mundial — pode elevar o preço do barril para patamares entre US$ 150 e US$ 200.

Além do combustível, o mercado de seguros marítimos enfrenta instabilidade.

A aplicação da cláusula de “Risco de Guerra” pode elevar os prêmios em até 2.000%, levando armadores a suspenderem rotas ou buscarem caminhos mais longos, como o Cabo da Boa Esperança, o que encarece o frete global de grãos e fertilizantes.

Impasse diplomático e resistência iraniana

No campo diplomático, o governo iraniano descartou qualquer possibilidade de diálogo imediato.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que não há espaço para negociações enquanto a “agressão militar” de Israel e dos Estados Unidos persistir, focando exclusivamente em uma resposta decisiva.

A nomeação de Mojtaba Khamenei como novo Líder Supremo é interpretada como um ato de desafio, sinalizando a continuidade da política de resistência e o fortalecimento dos laços militares com a Rússia, que tem fornecido inteligência estratégica sobre a movimentação de tropas americanas.

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Fonte : CNN

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