O atacante brasileiro Rodrygo iniciou o processo de recuperação após sofrer uma grave lesão no joelho direito. O jogador se machucou no duelo contra o Getafe, válido pela La Liga, no dia 2 de março.
Durante a partida, ele deixou o campo com dores e passou por exames médicos logo após o confronto. Os resultados apontaram a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) e do menisco lateral, lesões consideradas graves e que normalmente exigem cirurgia e um longo período de reabilitação.
Apesar da gravidade, especialistas indicam que o retorno ao alto nível é possível na maioria dos casos. De acordo com o médico especialista em joelho, Henrique Fuller, grande parte dos atletas consegue voltar ao esporte após esse tipo de lesão, embora não seja uma garantia absoluta.
“Normalmente, nas lesões de cruzado anterior, a maioria dos pacientes consegue voltar ao esporte de alto rendimento. Alguma parcela das pessoas que sofrem esse tipo de lesão, ainda mais sendo uma lesão dupla associada a uma lesão de menisco, pode não conseguir retornar ao nível anterior. Mas com as técnicas cada vez mais avançadas de cirurgia e de reabilitação, esse retorno tem sido mais frequente e a possibilidade de voltar ao nível anterior cada vez maior”, explica.
O processo de recuperação começa ainda antes do procedimento cirúrgico e envolve um trabalho prolongado de fisioterapia. Segundo Fuller, a reabilitação é progressiva e acompanha a evolução do paciente ao longo dos meses.
“A fisioterapia começa antes mesmo da cirurgia, para preparar o paciente, e depois do procedimento, às vezes no mesmo dia, já existe a possibilidade de iniciar o tratamento. No começo são exercícios mais básicos e, muitas vezes, recursos como eletroestimulação e laser. Aos poucos, isso evolui para exercícios que recuperam a força muscular, a propriocepção e a estabilidade do joelho, permitindo que ele volte a ter sua função original”, afirma.
Esse acompanhamento costuma se estender por um período longo. “A fisioterapia é um processo que vai durar praticamente até ele voltar ao esporte de alto rendimento, com cerca de um ano após a cirurgia. E muitas vezes continua mesmo depois, como forma de prevenção de novas lesões, em um trabalho contínuo com o fisioterapeuta”, acrescenta.
O tempo médio de afastamento para lesões do ligamento cruzado anterior gira entre nove e doze meses. Durante esse período, a intensidade dos exercícios aumenta gradualmente até que o atleta esteja apto a retomar as atividades esportivas.
“O afastamento nas lesões de cruzado anterior costuma durar entre nove e doze meses para voltar ao esporte de alto rendimento. A reabilitação começa logo depois da cirurgia e é progressiva. No início são exercícios mais simples, que vão se tornando mais complexos e mais parecidos com o esporte do paciente”, explica o médico.
No caso de jogadores de futebol, a retomada do contato com a bola ocorre apenas na fase final do processo. “Os exercícios com bola normalmente começam por volta de oito a nove meses. Quando o atleta já recuperou destreza e habilidade, ele começa a retornar primeiro aos treinos com a equipe e, por último, aos jogos, que são as situações de maior exigência física e também de maior risco de novas lesões”, diz Fuller.
Mesmo com todo o acompanhamento médico e físico, especialistas ressaltam que o risco de lesões no joelho nunca é completamente eliminado. “Nada que a gente faça vai eliminar totalmente o risco de lesão do ligamento cruzado ou do menisco. O que podemos fazer é diminuir esse risco com preparação física intensa, com trabalho específico além dos jogos. Existe como reduzir a chance, mas eliminá-la por completo não é possível”, conclui o especialista.
O jogador Rodrygo já foi submetido ao procedimento e escreveu que “correu tudo bem na cirurgia”. Devido à lesão, o jogador está fora da Copa do Mundo deste ano.
Ruptura de ligamento cruzado anterior: o que é a lesão sofrida por Rodrygo
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Fonte : CNN