Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles III, e ex-príncipe, foi preso nesta quinta-feira (19), sob suspeita de má conduta em cargo público.
A prisão ocorre em meio a investigações da Polícia do Vale do Tâmisa sobre alegações de que Mountbatten-Windsor teria repassado documentos confidenciais do governo ao falecido criminoso sexual, Jeffrey Epstein, segundo arquivos recentemente divulgados pelo governo dos Estados Unidos.
O segundo filho da falecida rainha Elizabeth II sempre negou qualquer irregularidade em relação a Epstein e disse lamentar a amizade entre eles, mas não respondeu a pedidos de comentários desde a divulgação dos documentos.
Porém, o envolvimento dele no caso, foi o que causou a destituição do cargo de príncipe.
Andrew era príncipe, duque de York, conde de Inverness e barão de Killyleagh, cavaleiro Grã-Cruz da Real Ordem Vitoriana, cavaleiro Real Companheiro da Nobilíssima Ordem da Jarreteira.
Em outubro de 2025, o rei Charles III iniciou o processo oficial para retirar os títulos do irmão mais novo. Ele também o notificou que se mudasse para uma residência privada, saindo do Royal Lodge, uma mansão de 30 cômodos na propriedade de Windsor, nos arredores de Londres, informou o Palácio de Buckingham.
“Seu contrato de arrendamento do Royal Lodge, até o momento, lhe proporcionou proteção legal para continuar residindo no local. A notificação formal para rescisão do contrato de arrendamento já foi entregue e ele se mudará para uma residência privada alternativa”, afirmou o comunicado
O contrato de arrendamento concede a uma pessoa utilizar um bem por um tempo determinado. Até então o ex-príncipe tinha um contrato desse modelo que lhe permitia viver na propriedade por 75 anos.
Antes da medida tomada por Charles, Andrew havia renunciado aos títulos reais, incluindo o de duque de York.
“Em discussão com o rei e minha família imediata e em geral, concluímos que as constantes acusações contra mim desviam a atenção do trabalho de Sua Majestade e da Família Real”, disse Mountbatten-Windsor.
O ex-príncipe se mudou no começo de fevereiro para uma casa de campo em Sandringham, propriedade do rei em Norfolk, no leste da Inglaterra, após a recente divulgação de documentos do caso Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Apesar de ter sido destituído do título de príncipe, a CNN apurou que Andrew ainda receberá uma renda do rei Charles III.
As finanças de Andrew sempre foram misteriosas. Sua única fonte de renda declarada é a pensão que recebe por seu período na marinha entre 1979 e 2001, que somaria £20.000 (US$ 26.000) por ano.
Andrew ainda está na linha de sucessão?
Andrew pode ter perdido seus títulos, status e honrarias, mas permanece em oitavo lugar na linha de sucessão ao trono britânico.
Existe um processo para removê-lo formalmente da linha de sucessão por meio de legislação, mas levaria tempo, pois requer o consentimento das nações da Commonwealth ao redor do mundo.
A última vez que este protocolo foi invocado foi em 1936, com a abdicação de Eduardo VIII.
O que acontece com a família do ex-príncipe?
Andrew e Sarah Ferguson se divorciaram em 1996, mas viviam juntos na Royal Lodge em Windsor desde 2008. Sua ex-esposa voltou a usar seu nome de solteira no ano passado, quando Andrew renunciou ao uso de seus títulos reais. Ela também deixou a Royal Lodge e não se mudou com Andrew.
As filhas do casal, princesa Beatrice, de 37 anos, e princesa Eugenie, de 35, não são membros ativos da realeza e mantém os títulos como filhas do filho de um soberano, segundo diretriz emitida pelo rei George V, em 1917.
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Fonte : CNN